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Içarenses presos

Içarenses presos no Chile relatam dificuldades

Por Redação Engeplus

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Terremoto que abalou o Chile na madrugada de sábado deixou vários turistas brasileiros sem previsão de volta para casa, entre eles os içarenses Marlon da Silva e Larissa da Silva Maciel. O casal viajou ao país no dia 16 para escalar o vulcão Villarica, em Pucon, a cerca de 1.000km de Santiago e estava na capital chilena aguardando vôo de retorno quando foi surpreendido pelo abalo.

“Fomos dormir cedinho, pois às 6h um táxi nos levaria ao aeroporto. Antes do celular despertar, o ´prédio despertou´”, contam, via internet, ao Portal Engeplus. Hospedados em um hostel - espécie de albergue - desceram as escadas que ainda balançavam e foram para o pátio interno. À prova de abalos, o hostel não sofreu nenhum dano, mas os hóspedes tiveram momentos de pânico. “O prédio todo sacudia, o barulho foi assustador, muito assustador mesmo, como se fosse um trem gigante passando dentro do prédio. A intensidade foi diminuindo, mas logo em seguida veio o segundo terremoto, mais fraco”, detalha Marlon.

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Somente na manhã é que o grupo percebeu a dimensão do fenômeno. “Inocentemente esperamos o nosso táxi na frente do hostel, que obviamente não veio. Tentamos ligar para mais uma série deles, mas não tinha celular nenhum funcionando. Até que descobrimos que o aeroporto tinha danos e que não iríamos embora naquele dia”. A partir dali começou a busca por informações. “Ficamos sabendo por outro turista que o aeroporto estava destruído e pelo rádio que iriam demorar para arrumar os estragos”.

No mesmo hostel do casal de içarenses, outros oito brasileiros travam uma luta por informações. “Fomos ao consulado e lá fomos atendidos por guardas chilenos que só disseram que não poderíamos entrar ali. Foi quando começamos a ficar assustados, não sabíamos o que fazer”. Na segunda tentativa, funcionários do consulado anotaram nomes e endereço do hostel para contata-los quando – e se - tivessem notícias.

De volta ao hostel, o grupo atravessou a segunda noite de pavor. “Parecia que em muitos momentos estávamos tremendo, todos pensavam isso, mas não sabíamos se era ou não tremores. Depois descobrimos que eram sim, foram mais de 100 réplicas, aqueles tremores pequenos que nem sempre são perceptíveis e não causam estragos, mas que normalmente precedem grandes tremores. Por volta das 8:30h acordamos novamente com a cama balançando, desta vez o abalo foi de 6 graus, mais uma correria pelas escadas até o pátio novamente”, relatam.

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Na tarde desta segunda-feira os brasileiros voltaram ao consulado, mas ainda sem saber quando poderão retornar ao Brasil. “De concreto só disseram que podem ajudar muito pouco, telefone se for ligação local, remédio ou algo muito urgente, e que não tem como tirar ninguém daqui. A notícia oficial da força aérea chilena é de que, até terça-feira à noite, o aeroporto não reabre”.


SITUAÇÃO AMENA
Apesar das dificuldades, Marlon e Larissa reforçam que a situação em Santiago é amena. “Temos comida à vontade, água à vontade, energia e internet. Os mercados, padarias, algumas lanchonetes e lojas continuam abertas. O que devem estar mostrando aí no Brasil devem ser as notícias mais ao sul, onde realmente deve ter sido aterrorizante. Por lá está tudo destruído. Aqui alguns prédios racharam, perderam parte da fachada e coisas do tipo, mas no nosso hostel nada aconteceu, está tudo funcionando perfeitamente aqui”, tranquilizam.

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