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Ídolo da conquista da Copa do Brasil confia no acesso do Tigre

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Marcelo de Bona

Um dos heróis do passado do Criciúma Esporte Clube, o ex-meia Vitalino Adolfo Barzotto, o Grizzo, trouxe um amigo ligado ao futebol e que mora na Itália para conhecer o estádio Heriberto Hülse nesta terça-feira. O ex-jogador aproveitou a visita ao Majestoso para rever alguns amigos, e relembrar a sua brilhante trajetória com a camisa tricolor.

Para o ex-atleta, o Criciúma representou uma espécie de pai na sua carreira. “Deus preparou o Criciúma para mim e eu para o Criciúma. Foi um casamento que deu certo. É um clube especial, não me canso de falar que é um fenômeno do futebol brasileiro”, conta o jogador, que revela sentir um bem-estar ao chegar a Criciúma. “Quando chego à cidade a minha auto-estima aumenta, me sinto muito bem aqui, existe um astral diferente, relembro os meus bons momentos no clube. Um time do interior de Santa Catarina com três títulos nacionais, que revelou grandes jogadores, tem uma torcida fantástica. É um lugar diferente”, pontua.

Grizzo foi contratado em 1988 junto ao Colorado (PR), atual Paraná Clube, pelo então presidente Moacir Fernandes. Logo no seu primeiro ano de clube, o meia fez parte do elenco que rebaixou o Tigre para Série B do Campeonato Brasileiro e acreditava que seria emprestado pelo Criciúma. Porém, Moacir Fernandes, garantiu a sua permanência no Criciúma. “Tinha algumas propostas do interior do Paraná e do Rio Grande do Sul, pensei que seria emprestado. Mas ele me disse: Te comprei para ser vencedor. Você ainda irá dar o retorno ao investimento feito pelo clube”, relembra Grizzo, que no ano seguinte iniciou a sua vitoriosa passagem pelo Tigre. O jogador conquistou o tricampeonato Catarinense (89,90,91), a Copa do Brasil de 1991 e ainda participou da Libertadores da América de 1992, quando a equipe conquistou a 5ª colocação na competição. Após a Libertadores Grizzo foi contratado pelo Bahia.

Passados 20 anos da sua saída do Criciúma, Grizzo avalia com otimismo o atual momento vivido pelo clube. “O time está com quase 90% de aproveitamento no Brasileiro da Série B, é lógico que irá haver um tropeço ou outro. As equipes estão se reforçando e a competição começará a ficar mais equilibrada. Mas o Criciúma é o maior time e o mais respeitado de Santa Catarina e tem tudo para subir e se manter na Série A”, analisa.

Grizzo encerrou a sua carreira como jogador profissional, aos 39 anos, em 2002, atuando no Gaúcho, de Passo Fundo. O ex-jogador que é natural de Ibirubá, no Rio Grande do Sul, atualmente está com 49 anos, reside em Imbituba, e está à procura de um clube para exercer alguma função ligada ao futebol. “Estou tentando ser treinador, ou alguma outra opção, talvez ligada ao futebol, mas isso como uma alternativa de trabalho. O meu sonho sempre foi ser jogador de futebol, não técnico. No momento não tenho nenhum time”, finaliza o ídolo tricolor.

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