Imigrantes haitianos
Imigrantes haitianos reconstroem suas vidas em Criciúma
Por Redação Engeplus
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Sem perspectivas de vida, vem sendo comum os haitianos abandonarem seu país de origem em busca de uma nova vida. Nos últimos dois anos, o Brasil é uma das principais rotas traçadas por esses imigrantes. Após o terremoto que destruiu o país em 2010, muitos deles buscam em território brasileiro, reconstruir suas vidas. O projeto Ama Haiti, com sede em Manaus, auxilia esses imigrantes. Em Criciúma, uma congregação também presta este serviço. Conforme uma das coordenadoras da Congregação Odres Novos, Rosimeri Vieira, cerca de 19 haitianos vieram para região no semestre passado.
“Alguns deles não de adaptaram e foram para Curitiba (PR), os demais continuam na região. Nós demos um empurão para os haitianos e hoje eles estão estabilizados, trabalhando e morando por conta própria. Auxiliamos nas áreas burocráticas apenas, como nos vistos”, explica Rosimere. “Eles estão bem contentes, pois conseguem guardar dinheiro e mandar para a família no Haiti”, pontua.
Os haitianos atuam em algumas empresas da região, que se dispuseram a recebê-los, como é o caso da Cerâmica Zanette, no bairro Quarta Linha, em Criciúma. Segundo o gerente da empresa, Gilvan Souza Pereira, os imigrantes atuam há três meses na empresa. “Buscamos seis imigrantes e eles estão bem satisfeitos. Unimos a falta de mão-de-obra na região com a vontade deles de trabalhar”, destaca Pereira. Dos seis imigrantes, dois deles trouxeram suas esposas, que buscam empregos na região.
Na Transportes Ouro Negro, a necessidade de profissionais somou-se à possibilidade de ajudar estas pessoas. Há cerca de 30 dias a empresa conta com dois haitianos no seu quadro de colaboradores. Cedieu Registre e Walnick Matilus atuam no setor operacional, no embarque, desembarque e organização das cargas. Neste primeiro mês de atividades a avaliação é positiva tanto pela empresa quanto pelos haitianos. “Eles estão bastante integrados e empolgados com o trabalho. Também são pontuais e assíduos”, explica a assistente de Recursos Humanos, Rafaela Ronconi Boaventura.
Falando em espanhol, Cedieu comenta que tem recebido bastante apoio dos brasileiros e está satisfeito com o trabalho. Entre os colegas o ambiente também já é bastante familiar, ainda que a comunicação em muitos momentos seja complementada com gestos, devido à dificuldade da língua. Cedieu e Walnick trabalham no turno da noite, com jornada de trabalho iniciando às 3 horas e com término às 12 horas.
De acordo com Rosimere, a principal dificuldade enfrentada pelos imigrantes é a cultura, o clima, mas principalmente a língua. “A comunicação dentro da empresa é o pior entrave, isso pode dificultar o crescimento deles dentro da empresa”, pontua. No caso de Gilvan, a língua não foi entrave. “Como eles falam espanhol da para associar com o brasileiro e se comunicar”, relata.
Os haitianos residem nos bairros Pinheirinho, São Luiz, Vila Nova e Quarta Linha. A faixa etária dos imigrantes são entre 20 e 40 anos.



