Apoio imigrantes
Imigrantes no Sul do Estado recebem apoio da Igreja Católica
Entidade encaminha ações para resolver situação de haitianos e ganeses
Por Redação Engeplus
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Com a chegada dos imigrantes haitianos e ganeses na região Sul catarinense, a Cáritas Diocesana e a Diocese de Criciúma realizaram uma reunião nesta sexta-feira para refletir sobre a questão das imigrações e encaminhar ações conjuntas com entidades que atuam na área de defesa de direitos.
O Bispo Diocesano, Dom Jacinto Flach, lembrou que a Igreja refletiu e assumiu na Campanha da Fraternidade de 2014, com o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), o acolhimento e o auxílio aos imigrantes junto com outras instituições.
“Um bispo de uma diocese do Acre disse que por sua diocese passam por dia cerca de dois mil haitianos, que se dirigem para todas as regiões do Brasil e para nossa diocese. Precisamos acolher como Igreja estes irmãos”, disse o bispo.
O presidente da Cáritas Diocesana de Criciúma, padre Onécimo Alberton, lembrou que a Cáritas é uma organização internacional que se preocupa com o trabalho junto aos excluídos e necessitados. “Nos deparamos com a situação da realidade dos imigrantes que necessitam de respostas imediatas. No trabalho do dia a dia das paróquias, sentimos a necessidade de um suporte maior aos imigrantes”.
A secretária executiva da Cáritas, Neuza Mafra, apresentou a realidade e um pouco dos desafios levantados pela Cáritas Brasileira: “No caso específico dos haitianos que vêm do país mais pobre das Américas, a vinda deles é decorrente do terremoto de 2010. O Haiti tem fortes vínculos com o Brasil, que participa da missão da ONU naquele país desde 2004. Outra motivação é o fato de o governo brasileiro destacar-se no plano internacional pela defesa de políticas migratórias pautadas pelos direitos humanos, diferentemente da forma restritiva com que os países desenvolvidos atuam nesta área”.
Encaminhamentos - Na compreensão de que a demanda vai além da Igreja, as entidades reunidas, na intenção de construir um processo de curto, médio e longo prazo, definiram os seguintes encaminhamentos:
1º - Criação de uma comissão formada, inicialmente, pelo presidente da Cáritas Diocesana, padre Onecimo Alberton, pelo coordenador Diocesano de Pastoral, padre Joel Savio, pelo representante do Movimento Sindical, Ailson Tournier, pela representante da Amrec e secretária do Sistema Social da Prefeitura de Criciúma, Solange Barp. Serão convidadas outras organizações e instituições para compor a Comissão, como a Unesc e a OAB. Esta Comissão terá, entre suas atribuições, articular a criação de um Fórum específico sobre as imigrações.
2º - Criação do “Fórum de Imigrações”; esta Comissão já agendou uma reunião para terça-feira, dia 1º de julho, às 9 horas, na sede da Cáritas.
3º - Realização de um Seminário com a presença da Amrec, sindicatos, igrejas, associações de bairros, Cáritas, clubes de serviço, universidade, polícia, deputados federais, OAB, Justiça, CRAS, entre outras organizações, além da presença de imigrantes, que serão chamados pelo Fórum.
Entre as ações apontadas pelo grupo e que precisam ser agilizadas, está a de fazer um mapeamento para a identificação dos imigrantes de modo a atendê-los em suas primeiras necessidades. Algumas paróquias já estão fazendo ações como acolhimento, doações de alimentos e roupas, além de aulas de Língua Portuguesa. Porém, existem outros desafios, como as questões jurídicas e aquelas ligadas às condições de violação das leis trabalhistas e de diretos humanos.
Caso alguma organização ou instituição queira participar dos debates sobre os imigrantes haitianos e ganeses, é possível entrar em contato com a Cáritas Diocesana através do e-mail caritas@diocesecriciuma.com.br; pelos telefones (48) 3433-1581 e 9928 6992, ou pelo endereço rua Pedro Manoel Apolinário, 90, bairro Santa Bárbara, em Criciúma.
Colaboração: Rodrigo Szymanski



