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Impasse continua

Impasse continua no Banco de Olhos de Criciúma

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Taize Pizone/Arquivo Engeplus

A fila de espera para transplantes de córneas aumenta em Criciúma. Em contrapartida, o Banco de Olhos de Criciúma (BOC) continua com as atividades paralisadas há mais de dois anos. Conforme a presidente do BOC, Eliane Andrade, o funcionamento não acontece por conta da burocracia. Segundo o policial civil e perito do Instituto Médico Legal (IML) de Criciúma, Almir Fernandes, enquanto o impasse continua, mais de 100 transplantes já deixaram de ser realizados.

Segundo Eliana, para viabilização do Banco de Olhos de Criciúma, algumas questões têm que ser resolvidas, uma delas é a atualização do orçamento do BOC. “Depois da atualização, a documentação será entregue ao fórum para ver como será feita a adequação do espaço físico, com equipamentos e a parte da estrutura funcional”, explica.

De acordo com Almir, quem perde é a população. “O Banco de Olhos foi criado para atender toda região Sul, de Imbituba a Passo de Torres. No primeiro semestre de 2010, aconteceram 56 transplantes. Agora, quem precisa do serviço tem que recorrer a outros municípios ou quando acontece alguma cirurgia de múltipla captação de órgão, o paciente pode ser transplantado”, pontua.

Antes, as captações eram feitas e levadas a Florianópolis, onde eram avaliadas e depois retornavam para Criciúma. “Na maioria das vezes a córnea era transportada no porta-malas de carros ou em ônibus, o que podia danificá-las. Tudo era feito em um período de 24 horas. Com o Banco de Olhos, as córneas serão avaliadas e preservadas em Criciúma. Elas terão mais cuidados em um espaço específico. A preservação vai durar mais tempo, de 24 horas poderá para uma semana, por exemplo”, avalia Eliana.

O orçamento para viabilização está na casa dos R$ 210 mil. “Esse valor é de 2010 e tem que ser atualizado. Nosso desejo é para que o Banco de dados funcione o quanto antes, mas não depende de nós”, conclui.



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