Sul do Estado
Impasse na negociação dos trabalhadores do arroz
Por Redação Engeplus
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Avançam com dificuldades as negociações de reajuste salarial dos trabalhadores vinculados a engenhos de arroz no sul catarinense. “Na região são cerca de 35 engenhos, houve acertos diretos com duas empresas mas falta muito ainda”, confirma o presidente do Sindicato nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e Região (Sintiacr), Célio Elias.
São perto de 1,5 mil trabalhadores de Passo de Torres a Jaguaruna, com maior concentração de engenhos em Forquilhinha, Turvo, Meleiro, Jacinto Machado e Ermo. “Estamos com alguns problemas sérios nas negociações coletivas”, reforça o sindicalista. Os acordos fechados até aqui foram com um cerealista de Forquilhinha e outro de Turvo que vão pagar 6,5% de reajuste.

“De resto temos uma proposta de 4,21%, muito baixa perante a um INPC de 3,99%”, observa Elias. “E o sindicato patronal já quer incluir cláusulas da nova regra trabalhista entre as quais o banco de horas. Isso precariza muito a situação do trabalhador”, relata. “Com isso, o patrão vai negociar individualmente com o trabalhador”, lamenta. O presidente salienta que ainda há muitas dúvidas sobre a reforma trabalhista e como colocar em prática alguns tópicos.
Outra discussão diz respeito ao rumo do abono de férias, que hoje gira em torno de R$ 600 a R$ 700 para cada trabalhador que volta do período de descanso.



