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Opinião

Impostos, financiame

Impostos, financiamentos e dólar

Por Redação Engeplus

5 min de leitura

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Luciano Silva da Rosa *

IMPOSTOS (IPI)
I - O Supremo ajuda mais uma vez a vitória do Governo sobre crédito de IPI contra empresas.

Desde 2003 tramitando na Justiça, corria a tentativa de direito da empresas. De terem direito a crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para empresas que adquirem insumos ou matérias-primas tributados a alíquota zero ou não tributados. Todavia, o Supremo acaba de garantir aos cofres do governo alguma cifras em torno de 20 bilhões.

II – Como ficam as empresas que pleiteavam essas devoluções?
Para as empresas que por conta desses processos em tramitação pararam de pagar, o Supremo também determinou que a cobrança fosse retroativa. Em alguns casos, há empresas que entraram nesta briga em 1998 e isso poderá representar a bagatela de nove anos corrigidos e valores que podem sem dúvida comprometer os fluxos das empresas gravemente.

GÁS NATURAL
I – Brasil tecnicamente começa a deixar a administração do gás boliviano
Depois que o governo venezuelano concordou em pagar US$ 112 milhões por ambas as refinarias da Petrobrás, com capacidade de processamento de 40 mil barris diários, sendo que a Petrobras havia investido US$ 104 milhões, nós brasileiros estamos entregando esse magnífico projeto para o governo venezuelano que passará a administrar as refinarias.

II – Com agiu o governo americano para caso semelhante?
As empresas americanas Exxon e a Conoco Phillips ainda não chegaram a um acordo, não querem chegar e poderão ter de deixar a Venezuela partindo de fato para uma briga nos tribunais internacionais. O governo americano discutirá até as ultimas conseqüências a contrariedade acerca do processo de nacionalização do gás boliviano que o presidente impôs desde maio de 2007 e as conseqüências nós podemos prever.

CUIDADO COM OS FINANCIAMENTOS
I – Taxas podem variar de 1% a 10% ao mês.
Circulam na internet e nos e-mails de empresários propostas tentadoras de capital de giros para aquisição de formas simples, rápidas e sem burocracia. Convido-llhes com atenção a verificar alguns espectos que muitas pessoas, inclusive empresários, não gostam ou preferem não verificar.
Em qualquer tipo de negócio, seja ele em financiamento de carros, casas, consórcios e outros afins, deve se prestar a atenção em itens simples e que somada ao valor liberado acresce e muito a taxa de juros. Alguns possuem a nomenclatura de TAC ou TAB ou simplesmente taxa de adesão.

II – Soma-se a taxa aos valores financiados e depois calcula-se o juros.
Evidentemente as empresas sérias no ramo não fazem esse tipo de manobra financeira, mas devemos nos atentar para muitas empresas aventureiras que no afã de expandir seus negócios oferecem serviços de financiamento e vendem a idéia que as mais baixas taxas possíveis como marketing é o bom negócio. Entretanto, essas “taxinhas” de abertura de crédito, liberação de dinheiro e confecções de contrato entre outros beiram a valores que podem tranqüilamente “dobrar” as taxas iniciais apresentadas.

III – A Pegadinha
Quando você financia um bem, faz sua conta pessoal baseada no valor solicitado (por exemplo: R$ 2.000). Em cima desse valor, você faz seu orçamento domestico. Todavia - e infelizmente - alguns aventureiros e “profissionais” mascaram as taxas que você paga e incluem as mais variadas possíveis neste financiamento. O que deveria ser um financiamento com taxas de 2% , pode acrescer em 1/3. Você duvida?

DÓLAR
I - Até onde vai a queda ?
8% somente neste ano de 2007. O dólar está em queda livre e entre os grandes prejudicados estão sem dúvida os nossos emigrantes sulistas. Em contato recente com eles nas regiões de Boston, Nova York e Miami, é comum esta reclamação em relação às remessas de dólares que eram semanais dos Estados Unidos para o Brasil e especificamente para Criciúma. É bom lembrar que em junho de 2002 a cotação de R$ 3,70 por U$ 1 era comum.

II – Dólar dos sonhos
Obviamente e para entendedores é sabido que a tendência de quebra se estancará quando os EUA elevarem as taxas de juros. Todavia, isso não deve ocorrer facilmente. Ao contrário, está caindo para tentar segurar e subir a necessidade de reaquecimento da economia americana que está abalada desde o início da guerra no Iraque e no Afeganistão.

III – Que faremos em relação ao dólar?
O dólar se desvalorizou em todas as partes do mundo. Alguns países estão tentando criar mecanismos de controle, mas isso não está sendo possível como por exemplo na Colômbia .No Brasil, nosso governo não tem dinheiro suficiente para controlar o câmbio. Logo, e com as entradas diárias milionárias de muitos dólares na economia brasileira, US$ 80 bilhões entram anualmente e não se consegue comprar isso tudo. Sabendo disso os investidores e os mercados especulativos vêem o dólar como uma mercadoria fácil e isso faz cair o valor.

NOSSO SETOR CERÂMICO
Devemos agradecemos e talvez até nos contentar dentro deste contexto de crise cambial para os aspectos como a construção civil. Ela é que anda a pleno vapor e vem fazendo a diferença de muitas empresas que “quase” fecharam anteriormente. Empresas que agora voltaram imediatamente o seu foco para atender o mercado interno brasileiro. Nele, percebem o crescimento como a porta de saída da crise acentuada em virtude de termos voltado nossa produção nacional para o mercado externo e não estarmos anteriormente preparados para uma superdesvalorização do dólar e do euro que é fato, longo e periódico.

* Formado em Administração de Empresas, habilitação em Comércio Exterior, agente de Fomento Mercantil e pós-graduando em Gestão Estratégica Empresarial - lucianocriciuma@hotmail.com

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