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Imunização contra a febre amarela é incentivada

Viajantes e residentes nas áreas com recomendação de vacina devem se imunizar

Por Redação Engeplus

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Foto: Reprodução Internet

O incentivo à vacinação contra febre amarela está sendo reforçado pelo Ministério da Saúde e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) em razão da confirmação de novas mortes de macacos pela doença em dezembro do ano passado, o que evidencia um aumento na atividade do vírus amarílico, principalmente na região Centro-Oeste e em regiões limítrofes a Minas Gerais.

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Entre dezembro de 2014 e maio de 2015, foram confirmadas 17 mortes de macacos por febre amarela em Tocantins (6), Goiás (5), Pará (1), Distrito Federal (2) e Minas Gerais (3). Foram também registrados, no mesmo período, oito casos humanos da doença, com locais prováveis de infecção em Goiás (5), Pará (2) e Mato Grosso do Sul (1). Desses, quatro foram a óbito.

“Os macacos têm um papel muito importante no combate da doença. Por conviverem no mesmo ambiente do vetor silvestre, são os primeiros a adoecerem, sinalizando que o vírus amarílico encontra-se circulando na localidade”, explica a enfermeira Rosana Pereira, da Gerência de Zoonoses da Dive/SC.

A importância da vacinação

Apesar de Santa Catarina não registrar casos de febre amarela em humanos desde 1966, a vacinação contra a doença é indicada para 100% da população dos 162 municípios catarinenses que integram a Área com Recomendação de Vacina contra Febre Amarela. Além da população residente nestes municípios, a vacinação é recomendada para todos os viajantes que se deslocarem para qualquer um dos 3.530 municípios brasileiros considerados área com recomendação de vacina.

Essas cidades são localizadas em todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste; em Minas Gerais e no Maranhão; e em alguns municípios do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Quem ainda não é vacinado e pretende viajar para essas áreas deve procurar um posto de vacinação pelo menos dez dias antes da viagem.

A imunização oferece total proteção contra a doença, que pode ter curta duração ou evoluir para formas graves e levar até mesmo à morte. A vacina é gratuita e está disponível nas salas de vacinação das unidades de saúde pública.

Sobre a doença

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A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos, presente em países da África e das Américas Central e do Sul. A transmissão pode ocorrer de duas formas: silvestre e urbana. Mas se trata de uma só doença.

Na forma de transmissão silvestre, os vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que mantêm a circulação do vírus entre os macacos, podendo, também, transmitir ao homem caso esteja nesse ambiente sem estar vacinado. Na forma de transmissão urbana, o veículo do vírus é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, da febre do chikungunya e da zikaV.

No Brasil, desde 1942, não há registro de transmissão da febre amarela em ambientes urbanos. Ou seja, há mais de 70 anos não são identificados.

Os sintomas iniciais são febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Quando a doença evolui para a forma grave, há aumento da febre, diarreia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) com comprometimento dos órgãos vitais como fígado e rins.

Se a pessoa se deslocou nos últimos 15 dias para áreas com recomendação de vacina para febre amarela, exerceu alguma atividade em área de mata (ecoturismo, pesca, desmatamentos, etc.) e apresentou alguns dos sintomas mencionados acima, deverá procurar o mais rápido possível as unidades de saúde municipais (postos de saúde e equipes de saúde da família). A investigação, o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento serão realizados pela rede pública de saúde.

(Colaboração/ Comunicação Santa Catarina)

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