Indústria não
Indústria não suporta alta de 43% no gás em um ano, diz Fiesc
Por Redação Engeplus
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Em reunião realizada nesta semana, na sede da Federação das Indústrias (Fiesc), a entidade defendeu que os reajustes das tarifas do gás natural para o setor industrial sejam mantidos nos patamares autorizados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (Agesc) para 2012, que são de 5% em abril, 5% em julho e 5% em outubro.
Se for autorizada uma nova solicitação de elevação, de 20,38%, já protocolada no último dia 21 pela SCGás, a alta acumulada entre outubro do ano passado e outubro deste ano chegará a 43%.
Em entrevista ao programa João Paulo Messer, da rádio Eldorado AM, o presidente da Câmara de Energia da Fiesc, Otmar Müller, afirmou que o reajuste aumentaria em 12% o custo de produção no setor cerâmico e não há condições de a indústria absorver esse custo, já que a competitividade no setor é muito grande. “Ou esse aumento é repassado ao consumidor ou refletirá na redução do nível de atividades”, explicou.
Ele acrescentou que o gás natural continua econômico em relação a alguns combustíveis, o problema, considera Müller, é o preço atrelado ao petróleo e ao câmbio, já que o gás consumido na região vem da Bolívia e é comprado em dólar.
Conforme reportagem publicada no PortalSatc.com, na reunião, a SCGás defendeu o reajuste considerando a alta do câmbio e a ocorrência de déficit no caixa da empresa. Leia mais sobre o assunto.



