\"ingerência\"
Ingerência: Guto Silva aponta motivos da sua demissão
“Os motivos da minha saída são vários\", diz ex-dirigente tricolor
Por Redação Engeplus
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Pouco mais de seis meses, esse foi período em que Augusto Teixeira da Silva permaneceu no estádio Heriberto Hülse. Insatisfeito por não conseguir desempenhar a sua função da maneira como gostaria, o gerente de futebol tricolor solicitou o seu desligamento do Criciúma na noite desta segunda-feira. Em entrevista concedida ao Portal Engeplus, na tarde desta terça-feira, Guto Silva justificou o seu pedido de demissão do Tigre.
“Os motivos da minha saída são vários, todos eles ligados a ingerência. Faltou muita comunicação, principalmente nas contratações. Tem situação em que o clube conta com três atletas para uma posição e não tem reposição em outras. Mas são situações que já vínhamos discutindo, várias contratações não tiveram a minha participação”, explica Guto Silva.
De acordo com o dirigente, a sua saída não tem nenhuma relação com a contratação do atacante Cristiano. “O departamento de futebol tem a obrigação de contratar. A responsabilidade de pesquisar sobre o jogador fica a cargo do setor de registro. Então, minha saída não tem nada a ver com a situação do Cristiano”, afirma.
Desde a saída de Carlos Kila, no final do último mês de abril, Guto Silva assumiu o comando do departamento de futebol tricolor, sendo diretamente subordinado ao diretor Cláudio Gomes. Neste período, o Tigre disputou sete jogos no Campeonato Brasileiro e conquistou a maior parte dos pontos disputados.
“Sob o meu comando no departamento de futebol, o Criciúma fez 11 pontos de 21 possíveis, com um aproveitamento de 52%. Essa é uma marca que tenho que salientar, porque esses pontos vão ser muito importantes no final do Campeonato Brasileiro”, destaca o dirigente.
Antes de chegar ao Majestoso, Guto Silva havia trabalhado apenas em clubes de pouca expressão no cenário nacional: Esportivo, de Bento Gonçalves (RS); Internacional, de Lages; Grêmio Atlético Farroupilha (RS); e Próspera.
Sobre a sua primeira experiência em um clube da Série A do Campeonato Brasileiro, Guto Silva faz a seguinte avaliação: “Vejo como positiva. Durante algum tempo, foi uma adaptação sobre as necessidades de um clube grande, algo diferente de todos os outros clubes que havia trabalhado. Mas a partir do momento em que o Cláudio Gomes me deu a função de comandar o departamento de futebol eu já estava familiarizado, principalmente com o grupo de atletas. Então, vejo que não devo nada aos que já passaram por aqui, inclusive com colocações de pessoas mais antigas no time. Agora, passo uma posição, quem trabalha no Criciúma, em função da importância do clube no cenário nacional, está encaminhado para trabalhar em várias grandes equipes”, pondera.
Quanto ao seu futuro, Guto Silva diz que não pretende voltar aos microfones, função que exercia antes da sua passagem pelo Majestoso. Com o fim do vínculo com o Criciúma, o dirigente analisará algumas propostas para desenvolver o seu trabalho no mundo do futebol.
“No momento, não tenho a intenção de voltar aos microfones. Estou fazendo pós-graduação em gestão do futebol, por meio de uma parceria entre a Unisinos e o Grêmio. Tinha a possibilidade de fazer um estágio em dois clubes europeus a partir do próximo dia 1º de julho. Há 15 dias também tive duas propostas: uma de um clube da Série A e outra de um grupo de investidores. Mas como estávamos no meio do processo envolvendo o caso do Cristiano achei melhor ficar aqui. Agora vou voltar a negociar”, revela.



