imbituba
Inicia o júri popular de acusado de matar índio de 2 anos com golpe de estilete
Réu poderá ficar recluso por até 30 anos; crime ocorreu em dezembro de 2015
Por Redação Engeplus
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Teve início nesta manhã o juri popular de Matheus de Ávila Silveira, de 24 anos, autor do assassinato do menino indígena Vitor Pinto, de 2 anos, em Imbituba. O crime chocou o Estado no dia 30 de dezembro de 2015 ao ser cometido em frente ao Terminal Rodoviário do município, na região central da cidade.
Na ocasião, a mãe da vítima, o amamentava quando Silveira se aproximou e desferiu um golpe de estilete na garganta da criança, que estava no colo da mãe. O julgamento ocorre na Câmara de Vereadores de Imbituba com cinco testemunhas de defesa de Matheus e cinco de acusação. Foram intimados mais de 20 jurados para sessão, porém, somente sete serão sorteados para definir o futuro do jovem.
Silveira é réu confesso do crime e a defesa trabalhará para que sua pena seja abrandada. O Ministério Público de Santa Catarina (PMSC) acusa o réu de homicídio duplamente qualificado e, caso condenado, poderá ficar recluso por até 30 anos.
Após confessar ser o autor do homicídio por questões religiosas, Matheus foi detido na Unidade Prisional Avançada de Imbituba. Posteriormente, foi encaminhado ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em Florianópolis, onde teve diagnóstico de transtorno de personalidade. O jovem relata que assassinou a criança após ser orientado por espíritos.
A família de Vitor é natural de Chapecó, no Oeste do Estado, e estava instalada no município para vender seus artesanatos. Na época, manifestações foram realizadas no local do homicídio e na cidade de origem da família, em Chapecó.



