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Intolerância à

Intolerância à lactose diagnosticada sem dor

Teste do hidrogênio expirado evita que seja necessária a coleta de sangue

Por Redação Engeplus

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Já é possível diagnosticar a intolerância à lactose e a má absorção de carboidratos pelo organismo com mais conforto e sem precisar coletar sangue. O teste do hidrogênio expirado, realizado pelo Laboratório Búrigo em Criciúma, utiliza o hidrogênio formado no interior dos intestinos pela ação bacteriana dos carboidratos para o diagnóstico final. O doutor Gledson Aléssio, bioquímico do laboratório, explica que este hidrogênio se difunde pela corrente circulatória e chega aos alvéolos pulmonares. Com isso é possível detectar o hidrogênio através do ar exalado pelo paciente.

A intolerância à lactose, apesar de ser uma doença benigna, é mais comum do que se imagina. O gastroenterologista Luiz Augusto Borba explica que diversas vezes a intolerância é confundida com doenças relacionadas ao estômago, e é tratada de forma errada. "Ela é como se fosse uma alergia. É a incapacidade de digerir alimentos que contenham a substância lactose, que se encontra, em geral, no leite e seus derivados", explica.

Segundo Borba, os principais sintomas da doença são o desconforto abdominal, distensão abdominal, vômito e diarreias. "Já atendi pacientes que realizaram diversas endoscopias, porque achavam que era algo no estômago. Quando retiramos o leite e seus derivados, as dores que se julgavam estomacais desapareceram", observa o médico.

O teste do hidrogênio expirado pode ser feito por pessoas de qualquer idade e o resultado é imediato. "Algumas pessoas, principalmente crianças, têm dificuldade em ingerir a solução de lactose, e tanto no teste com a agulha, quanto no do sopro, é necessário tomar essa solução. Por isso o do hidrogênio expirado traz uma dificuldade a menos. Esse teste é considerado padrão ouro para o diagnóstico", comenta o bioquímico Aléssio.

Kelly Coan, farmacêutica e bioquímica, descobriu há dois anos que sofria de intolerância à lactose. Após passar por um check up para avaliar a saúde, foi encaminhada à um gastroenterologista e relatou os sintomas que sentia há anos. "Há dez anos eu sentia muitos gases e distensão abdominal, além de ter o intestino bastante preso. A partir do exame de sangue, descobri que era intolerante à lactose", comenta.

Kelly descobriu que era celíaca e também intolerante à lactose. A solução para a farmacêutica foi evitar alimentos que continham glúten e lactose. "Essa é uma doença considerada, de certa forma, moderna. A medicina hoje está muito focada em celíacos e intolerantes à lactose", reafirma.

O gastroenterologista explica que existem dois tipos de tratamento para casos como este: a retirada da lactose da alimentação diária, ou o uso de comprimidos que contenham lactase. "No Brasil não encontramos este comprimido em farmácias comuns, apenas em farmácias de manipulação. Essa substância quebra a lactose e faz com que ela não cause reação. É ingerida conforme o grau da doença do paciente", explica Borba.

Em Criciúma, este exame já é feito pelo Laboratório Búrigo, na unidade Dona Lina (próximo ao Hospital São João Batista) e na unidade Clinigastro, em Criciúma. Para realizar o teste, é necessário agendar um horário pelo telefone (48) 3437-3131.

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