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Irmã Cláudia

Irmã Cláudia reúne seus meninos

Por Redação Engeplus

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Meninos que nos anos 50 e 60 tinham em torno de 10 anos e brincavam pelas ruas do bairro Próspera, revivem neste sábado bons momentos do passado e revêem uma freira que muito fez para eles e à comunidade.

Trata-se do 6º Encontro dos Meninos da Irmã Cláudia. Desde 2001, irmã Cláudia vem anualmente a cidade para rever “seus meninos” e agora os “meninos de seus meninos”, como comenta José da Silva, 62 anos, o Zé Brás, um daqueles “meninos”.

O início
A história da Irmã Cláudia no bairro Próspera começou em abril de 1955. Ela era, e é, integrante da Ordem religiosa “Pequenas Irmãs da Divina Providência”, que em Criciúma mantém o Colégio Michel.

Por meio de um convênio entre o Sesi e a Carbonífera Próspera, Irmã Cláudia e outras duas freiras, passaram a prestar atendimentos de assistência social as famílias de mineiros da empresa.

Os serviços iam desde catequese, ornamentação da capela, preparação dos atos religiosos, passando por atividades sociais como cursos de bordados, arte culinária, administração doméstica, cuidados de higiene e orientações nas áreas de saúde, vida social e lazer, relata Zé Brás.

“Num tempo em que éramos carentes de tudo, o trabalho pioneiro das freiras na área social deu uma valiosa contribuição na organização social da comunidade”, lembra José da Silva, que em companhia de Valter Norberto Bongiolo, o Daré, 57 anos, e José de Souza Patrício, organiza o encontro de amanhã, que será realizado no sítio Dimensão/Woimer Conti, na estrada que dá acesso a Morro da Fumaça.

Pelados
À época, explicam os organizadores, havia uma separação total das atividades de meninos e meninas. Irmã Cláudia ficou com os meninos e tratava das mais elementares necessidades.

“Era comum os meninos, de três, quatro ou cinco anos, andarem nus pelas ruas da Próspera; a irmã Cláudia levava a criança para casa, falava com a mãe, orientava e aos poucos isso acabou”, conta Brás.

Naquele período as casas da Próspera não tinham serviço de abastecimento de água e muito menos saneamento básico. Por iniciativa da religiosa a carbonífera construiu um banheiro público, onde aos sábados crianças e adultos tomavam o banho semanal.

O banheiro ficava ao lado de onde hoje é o jardim de infância do Sesi, na Praça da Chaminé que naquele tempo tinha apenas a chaminé.

A irmã formou um time de futebol, o Michel F.C., um coral e o grupo musical “Filho do Mineiros”, entre outras atividades.

Em 2001, quando completou 50 anos de vida religiosa, Cláudia fez contatos com seus “meninos” e manifestou o desejo de revê-los, o que ocorreu naquele ano e vem se repetindo a cada ano.

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