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Contexto Internacional

Itália: nova queda no número de mortes por dia

País chega a mais de 28 mil mortes

Por André Abreu

3 min de leitura

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Foto: afp

A reabertura dos negócios começa mais forte amanhã. A outra fase será em 18 de maio e uma nova fase com mais negócios abertos deve começar em 1º de junho.

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Nos números oficiais divulgados hoje pela Proteção Civil da Itália existe uma diferença no registro, que contabilizou as mortes extra-hospitares de abril e resultou num total de 474. O número real de mortes ocorridas nas últimas 24 horas é 194. Uma nova queda em relação ao dia anterior de 269.

O total de pessoas curadas desde o início da epidemia é 79.914. Foram mais de 1.500 pessoas recuperadas nas últimas 24 horas.

Houve uma queda no número de casos positivos de 239. O total passa de 100 mil casos positivos.

O chefe interino da Proteção Civil, Domenico Arcuri, pediu neste sábado aos italianos que não baixem a guarda, enquanto o país se prepara para aliviar o confinamento devido à pandemia de Covid-19. O responsável pela agência, Angelo Borrelli, se sentiu indisposto esta manhã e, assim, não conduziu a coletiva deste início de noite.

"Nesta segunda-feira, começa a segunda fase. Temos que ter consciência de que será o início de um desafio ainda maior", advertiu Arcuri.

Após um confinamento de dois meses para combater um vírus que já cobrou mais de 28 mil vidas, os italianos poderão passear em parques e visitar parentes. Restaurantes poderão vender comida para viagem, e lojas, reabrir.

Cientistas acompanharão de perto a taxa de infecção pelo vírus, e o premier, Giuseppe Conte, advertiu que se as cifras voltarem a aumentar significativamente, o confinamento poderá ser decretado novamente, por região.

"Devemos manter o distanciamento social, os níveis máximos de higiene e as máscaras. Fizemos o melhor que poderíamos. A partir de segunda-feira, dependerá de vocês", disse Domenico Arcuri em entrevista coletiva. "Imploro, não baixem a guarda."

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A partir da próxima semana, autoridades deverão realizar cerca de 150 mil testes sanguíneos para detectar a presença do novo coronavírus. Especialistas tentam obter uma imagem mais clara da sua propagação à medida que se levanta o confinamento.

Cerca de 50 mil estabelecimentos comerciais venderão máscaras a um preço máximo de 50 centavos de euro, estabelecido pelo governo, a partir da próxima segunda-feira. O número de pontos de venda dobrará em meados do mês.

A Itália produzirá 4 milhões de máscaras por dia em meados de junho, 25 milhões em meados de julho e 35 milhões em meados se agosto, segundo Arcuri.

Autoridades estudam uma mudança educacional profunda, segundo a imprensa italiana. As escolas permanecerão fechadas até setembro, mas creches e jardins de infância poderão reabrir em junho.

A reabertura se dará em pequenos grupos, de três a seis crianças, de 0 a 6 anos, cujas temperaturas serão checadas na entrada, detalhou o jornal Corriere della Sera, citando um plano do Ministério da Educação. As crianças não usarão máscaras, apenas os professores.

O fechamento das escolas até setembro prejudica, principalmente, as mulheres que trabalham fora, e gerou críticas na Itália. O premier insistiu, em várias ocasiões, no potencial de contágio das crianças e no risco de a epidemia ganhar força e infectar os professores.

A Itália tem o corpo docente mais velho entre os países da OCDE. Quase 60% dos professores têm mais de 50 anos.

Mais de 8,5 milhões de jovens italianos estão sem ir à escola desde o início do confinamento, em 10 de março. Devido à falta de computadores nos lares, muitos não puderam acompanhar o programa escolar à distância.

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