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Contexto Internacional

Juiz nega pedido da defesa e Ronaldinho e irmão seguem presos

Decisão de sábado foi mantida nesta terça-feira em Assunção

Por André Abreu

5 min de leitura

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Foto: ABC

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto, mais conhecido como Assis, seguirão presos preventivamente no Paraguai, após decisão tomada pelo juiz Gustavo Amarrilla, nesta terça-feira (10), em Assunção.

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"O juiz negou o pedido da defesa, que pediu liberdade provisória ou prisão domiciliar" para Ronaldinho, anunciou o promotor Osmar Legal em declarações aos jornalistas.

Sábado, 7 de março de 2020.

Atualização às 18:57 - A juíza determinou a manutenção da prisão preventiva de Ronaldo e Roberto até o final das investigações.

13h45: A audiência acaba de terminar. A juíza deve se pronunciar ainda hoje.

Os advogodos de defesa pediram prisão domiciliar para seus clientes. O promotor disse que há risco de fuga de Ronaldinho e Roberto e, além disso, o enderreço que citam não é fundamentado pela devida documentação.

O empresário Wilmondes Sousa afirmou que os passaportes foram passados a ele pela empresária Dalia Lópes. O órgão de fiscalização tributária do Paraguai comunicou que há uma investigação aberta sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro da empresária paraguaia. Ronaldo e seu irmão Roberto permanecem detidos no país.

O jogadore e seu irmão estão em audiência de imposição de medidas a serem adotadas pela juíza Clara Ruiz Días. A juíza decidirá sobre a necessidade da prisão preventiva. Eles foram levados algemados até o Palácio da Juistiça.

O ex-jogador Ronaldinho e seu irmão Roberto Assis voltaram a ser detidos, nesta sexta-feira, no Paraguai.

O juiz Milko Valinotti recusou a recomendação dos promotores do caso, de liberarem os dois brasileiros do processo.

O juiz havia dito que, mesmo com a negativa, os dois poderiam retornar ao Brasil. Os promotores, antes favoráveis aos brasileiros, pediram retificação ao documento original. Assim continuam investigações sobre o caso Ronaldinho.

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis foram detidos na noite desta sexta-feira e levados a um quartel da polícia em Assunção, por ordem da Procuradoria Geral do Paraguai.

"A Procuradoria Geral determinou a detenção de Ronaldinho por uso de documento público de conteúdo falso e solicitou medida cautelar de prisão preventiva", revelou um tuíte do Ministério Público.

Segundo fontes judiciais, a procuradora-geral do Estado, Sandra Quiñonez, resolveu substituir o promotor encarregado do caso, Federico Delfino, que havia recomendado à Justiça a libertação da dupla.

Quiñónez decidiu retirar Delfino do caso para colocar em seu lugar o promotor Osmar Legal, que em seguida determinou a detenção de Ronaldinho e Assis.

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As mesmas fontes disseram que os irmãos serão convocados para uma audiência neste sábado.

"A detenção ocorreu por ordem de um promotor que não tem participação no expediente", disse à imprensa o advogado do jogador, Adolfo Marín.

"Esta prisão é algo incomum, não sabemos nada", destacou Marín. "Não sabemos sequer sob que acusação foram detidos".

Ronaldinho havia abandonado o Palácio da Justiça às 20h15 local (mesmo horário de Brasília) , foi ao hotel e reapareceu às 22h00 entrando no quartel da Polícia em um veículo.

O juiz Mirko Valinotti informou à imprensa que Ronaldinho e Assis estavam livres e sem proibição de sair do país.

Ronaldinho e seu irmão "não cumprem nenhum requisito de medidas cautelares que os proíbem de deixar o país. Eles gozam de seu direito à liberdade", afirmou o juiz Valinotti ao anunciar sua decisão.

Logo depois, os promotores pediram a prisão. Há uma nova acusação, que envolve a mulher responsável por trazer a estrela brasileira ao Paraguai: lavagem de dinheiro. Dalía López é uma suposta empresária paraguaia de 48 anos, presidente da Fundação Fraternidade Angelical, para qual Ronaldinho viajou com o propósito de fazer um evento beneficente.

Ronaldinho iria lançar seu livro e também apresentar um projeto de saúde para crianças com assistência médica gratuita em várias especialidades médicas. A chegada do jogador e de seu irmão com documentos falsos mudou totalmente a história. Não somente a história dos investigados, a Presidência do Paraguai designou uma nova titular para o departamento de Migrações do país, pois a entrada irregular do jogador e de seu irmão gerou críticas a este departamento e seu responsável anterior. A substituição foi praticamente imediata.

Dalia tem laços políticos extensos no Paraguai e também uma fortuna de origem duvidosa, segundo a mídia do país.

Ainda conforme o jornal, Ronaldinho estava no hotel Sheratton de Assunção quando foi detido, juntamente com o irmão.

O advogado do ex-jogador, Alcides Cáceres Ibarra, deixou o local sem falar com a imprensa.

A prisão dos dois foi acompanhada pelo promotor responsável por lavagem de dinheiro. As autoridades paraguaias estão trabalhando junto com a Secretaria de Proteção de Lavagem de Dinheiro e Bens e com a Subsecretaria de Estado de Tributação buscando maiores informações.

O pedido de informações investiga se Dalia López e o empresário brasileiro do Distrito Federal Wilmondes Sousa Lira são contribuintes no Paraguai e pede suas movimentações financeiras. Também são investigados Tiago Sousa Tristou, Paul Oliveira Lira, Luis Gautto e Héctor Miguel D'Ecclessis..

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