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Fala, treinador

Kleina coloca 100% de aproveitamento como meta do Tigre na reta final do Catarinense

Tigre tem Metropolitano, Joinville e Hercílio Luz até a última rodada

Por Rafaela Custódio

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Foto: Rafaela Custódio / Arquivo

Apesar da campanha irregular, com cinco vitórias, três empates e sete derrotas, o Criciúma segue vivo na busca por uma vaga na semifinal do Campeonato Catarinense. O Tigre, comandado por Gilson Kleina, está em 7º, com 18 pontos, apenas dois atrás do Brusque, que é o 4º colocado e ocupa a última posição que classifica para a próxima fase. Faltando três rodadas para o fim da primeira etapa, o tricolor ainda encara Metropolitano, Joinville e Hercílio Luz.

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“Tem os três jogos e nós temos que buscar os nove pontos. Se tem uma pretensão, temos que fazer a nossa parte. Nós temos um confronto com o Joinville, que está na nossa frente, mas é inegável que os adversários tem que tropeçar. Primeiro dever é buscarmos nosso resultado”, projeta Kleina.

Para atingir tal meta, o técnico carvoeiro cobra uma atitude diferente dos atletas. Ele entende que é muito pouco apenas torcer para os tropeços dos rivais diretos e é hora de assumir o protagonismo.

“É muito pouco ficarmos torcendo pros adversários. Ou assumimos que podemos ser protagonistas ou então a gente tem que fazer o discurso da nossa realidade. Sabemos que o torcedor tem uma exigência maior e a gente precisa dar retorno. O melhor retorno é mostrar uma atitude diferente”, alerta o treinador.

Repetir o 2º tempo

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O próximo compromisso de Kleina e o Criciúma será neste domingo, dia 31, contra o Metropolitano, no estádio do Sesi, em Blumenau, a partir das 16h. O Tigre vem de semana com resultados ruins, com derrotas em casa para o Avaí, por 2 a 0, e fora contra a Chapecoense, por 3 a 2 - este último pela Copa do Brasil.

A pretensão do treinador carvoeiro é ver o time repetindo o desempenho do 2º tempo do jogo de Chapecó, onde o Tigre reagiu após ir para o intervalo perdendo por 2 a 0 e igualou o marcador. Apesar de sofrer o gol da derrota no fim, Kleina viu bons exemplos a serem espelhados.

“É preciso entender qual tipo de Criciúma vamos trabalhar. Qual nossa identidade? É do primeiro ou do segundo tempo? Espero que seja o do segundo tempo. Na minha filosofia, por mais que tenhamos uma limitação técnica ou que o trabalho não tenha tido tempo para fluir, destruir é mais fácil do que construir. Então, competir é obrigação e não vi isso no primeiro tempo. Também temos que fazer nossa reflexão. Nosso comportamento não foi digno do que pensamos de futebol e de vestir a camisa do Criciúma”, analisa Kleina.

Para a partida em Blumenau, o Criciúma terá os desfalques dos volantes Zé Augusto e Eduardo, ambos suspensos, e do goleiro Luiz, que permanece contundido. A tendência é que o centroavante Léo Gamalho, recém contratado, ainda não estreie. “O ideal não ficar mudando cinco ou seis peças a cada jogo. Quanto mais muda em uma equipe que não está definida a plataforma e formatação de jogo, aumenta a dificuldade. Estamos trabalhando para ter uma consistência”, finaliza Kleina.

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