Engeplus
Saúde

Laboratório Público

Laboratório Público poderá ser fechado

Município pretende distribuir demanda de exames para a rede conveniada para diminuir custos

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Daniela Savi/Comunicação Câmara de Vereadores Criciúma

O poder municipal de Criciúma nos últimos 30 dias vem cogitando a possibilidade de fechar o laboratório público e distribuir a demanda de exames laboratoriais para a rede conveniada do município. A medida, de acordo com o secretário de saúde, Paulo Conti, foi adotada devido aos custos que o atual modelo vem gerando. “Sai mais barato distribuir os exames para os serviços que trabalham para a rede conveniada, que conta com nove laboratórios e que tem capacidade para absorver a demanda”, esclarece.

Publicidade

O laboratório público fica localizado no prédio do Centro Profissional de Criciúma, no bairro Pio Correa, próximo ao Hospital São José, de Criciúma (apenas referência). Parte das amostras são coletadas em unidades de saúde específicas em alguns bairros e direcionadas para o laboratório, o que aumentaria os custos com deslocamento de paciente, recolhimento das amostras e posterior distribuição dos resultados. “Dessa forma, vamos facilitar a acessibilidade e diminuir os custos”, explica o secretário.

Atualmente, o laboratório tem a capacidade de realizar 800 exames mês de bioquímica e 100 hemogramas por hora. O serviço funciona em sistema de comodato com uma empresa que fornece os reagentes, os equipamentos e que presta a manutenção dos aparelhos. O município é responsável pela equipe de funcionários, composta por 30 profissionais, que será remanejada para outros setores da prefeitura caso o fechamento seja concretizado.

Prioridade ao serviço público - A utilização do laboratório público, na opinião do vereador Dr. Mello, presidente em exercício da Comissão da Saúde e Educação da Câmara de Vereadores de Criciúma, é o ideal para o município. “São poucos os laboratórios que tem a qualidade dos equipamentos que temos. As máquinas são de última geração e têm uma grande capacidade de produção, se o recurso fosse utilizado como se deve daria um retorno muito positivo para o município”, destaca Mello ao explicar que o serviço é custeado pelo Sistema Único do Saúde (SUS).

Publicidade

“É encaminhado o número de exames realizados e o SUS reverte com recurso. No ano passado sobrou R$ 25 mil desse valor para o município. Se eles mandassem mais exames o retorno seria ainda maior. Se o motivo for o deslocamento é só estabelecer dias de coletas nas unidades de saúde, encaminhar as amostras para o laboratório e através do sistema online enviar os resultados”, complementa.

Segundo Dr. Mello, a demanda na produção de exames vem diminuindo no decorrer de 2014 a partir do momento em que as unidades de saúde passaram a reduzir a emissão de guia amarelas, específicas, para a realização de exames no laboratório público. “Reduziu em 80% e dessa forma os custos fixos continuam correndo o que dá ideia de que o serviço seria inviável, enquanto o município tem que desembolsar para pagar os exames particulares. É uma inversão do sistema de saúde pública. O correto seria privilegiar o serviço público ou filantrópico e por último o privado”, finaliza o presidente da comissão.

Para o fechamento do serviço ser consolidado, a proposta do governo municipal precisa ter a aprovação do Conselho Municipal de Saúde e da Câmara Vereadores.

Compartilhar:
Leia a seguirColeta externa do Hemosc será realizada em Içara
Publicidade