Anita Garibaldi
Laguna homenageia Anita Garibaldi
A história de luta e conquistas da heroína pode ser revivida no Museu e na Casa da Anita mantidos no município
Por Redação Engeplus
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Nesta segunda-feira, dia 4, às 10 horas, aos pés da estátua de bronze, os lagunenses farão homenagens para Anita Garibaldi. Passados 165 anos de sua morte, a cidade revive sua história todos os dias. Anita Garibaldi morreu em Ravenna, na Itália, em agosto de 1849. No Centro Histórico, a imagem dela está viva no artesanato local, no museu e na casa onde vestiu-se de noiva. Uma estátua de bronze exposta no município representa a guerreira vestida para a batalha, armada com um fuzil.
As crianças são as mais fascinadas pelas aventuras da lagunense. A pequena Shaiane Fernandes, de 10 anos, é um exemplo, ela passou horas brincando com os primos ao redor da Anita em formato de bronze. “Ela era valente e corajosa. Brigou com os soldados”, narra a garota, que aprendeu na escola sobre a heroína.
Os registros da história podem ser conhecidos no Museu Anita Garibaldi ou na Casa da Anita, mantidos no município. O Museu funciona de domingo a domingo, sem fechar ao meio-dia, das 9 às 17 horas, e está localizado na rua Raulino Horn, no centro histórico. O valor da entrada é de R$ 5. Informações e agendamento de visitas na Fundação Lagunense de Cultura, pelo telefone (48) 3646-2542 ou no e-mail cultura.laguna@gmail.com. A Casa de Anita pode também ser visitada de domingo a domingo, sem fechar ao meio-dia, das 9 às 17 horas, ao lado da igreja matriz Santo Antônio dos Anjos.
Sobre a história
Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em 30 de agosto de 1821, em Morrinhos do Mirim, então município de Laguna, em Santa Catarina, filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. De origem simples, casou-se pela primeira vez, em 1835, com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar. Com o surgimento, no Rio Grande do Sul, do movimento dos farrapos contra a monarquia, Manoel aliou-se às forças imperiais e seguiu com o exército abandonando sua esposa.
Ocorre em 1836 a Proclamação da República Rio Grandense, a necessidade de um porto marítimo motiva a tomada da Vila de Laguna. No dia 22 de julho de 1839, as forças farroupilhas, com a ajuda de Giuseppe Garibaldi (1807 – 1882), político e militar revolucionário italiano, tomaram a Vila e proclamaram a República Juliana. Aos 18 anos, Ana Maria conhece o italiano Giuseppe e se apaixonam. Garibaldi começa a chamar Aninha de Anita, diminutivo de Ana em italiano.
Nascia naquele momento a heroína Ítalo-Brasileira, que ao lado do italiano começava a guerrear. Já no combate de Curitibanos em 15 de novembro de 1839, precisa fugir atravessando a nado o Rio Canoas. Em 16 de setembro de 1940, Anita tem seu primeiro filho com Garibaldi, vindo a regularizarem sua situação somente em 26 de março de 1842, quando casaram-se no Uruguai.
Posteriormente, Anita já com três filhos, vai para a Itália onde luta ao lado do marido pela Unificação e Libertação da Itália, frente aos seus inimigos austríacos. Com a derrota foram obrigados a se retirar em barcos de pesca. Alguns caíram em poder dos austríacos, porém o barco que conduzia o casal Garibaldi encalhou numa praia. Anita e Giuseppe, com alguns companheiros, abrigaram-se numa propriedade rural nas proximidades de Ravenna. Anita grávida, com seu estado de saúde precário, faleceu por volta das 19h45min, de 4 de agosto de 1849, antes dos trinta anos de idade. Em sua memória foram erguidos monumentos em Roma, Ravenna, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Laguna e Tubarão.
Colaboração: Comunicação Laguna



