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Lembranças do Metropol

Exposição conta um pouco da trajetória vitoriosa do clube do Sul do Estado

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Milena dos Santos/Comunicação PMC

Na Semana Nacional de Museus, os nove anos, dois meses e seis dias de história do Esporte Clube Metropol estão expostos no ginásio do bairro, no Distrito do Rio Maina. Na exposição, o público poderá conhecer um pouco da trajetória do time que foi cinco vezes campeão catarinense na década de 1960, além de realizar uma grande campanha na Taça Brasil de 1968, e ainda divulgar o futebol do catarinense em uma excursão pela Europa.

Os artigos expostos já estavam armazenados no próprio ginásio. Ali estão guardadas taças conquistadas em campeonatos, flâmulas, medalhas e até mesmo um quadro esculpido de um atleta do clube que se suicidou por ficar fora de um jogo da equipe.

Flazio Campos, zagueiro do time na época, lembra o sucesso do Metropol na década de 1960. "Cheguei ao clube com 16 anos. Vim para trabalhar nas minas e comecei a jogar. Joguei com grandes atletas como Rubão, Tenente, Nilzo entre outros nomes. Quando fomos para a Europa muitas pessoas achavam que iríamos envergonhar os brasileiros, mas foi ao contrário. Fomos recebidos com festa na nossa volta. Jogávamos para ganhar mesmo, não pensávamos no dinheiro até porque trabalhávamos em minas de carvão", conta o ex-jogador.

De acordo com a professora de história da Escola Filho do Mineiro, Cleusa Crispim, uma das responsáveis pela busca de materiais para a exposição, a viagem internacional da equipe iniciou no mês de abril de 1962 e levou os jogadores a aventuras inesquecíveis. "Numa das mais extensas apresentações do futebol brasileiro na Europa, o Metropol viajou 63,5 horas de avião, 78 horas de trem, 13 horas de navio e 126 horas de ônibus. O time entrou em campo 23 vezes nos países da Espanha, Suíça, Alemanha, Dinamarca e Romênia, trazendo de lá um saldo de 13 vitórias com 53 gols marcados", relata a professora.

Junior César de Oliveira, que também é um dos responsáveis pela exposição, relembra um fato contado pelos jogadores durante a passagem da equipe pela Romênia. "Na passagem pelo país os jogadores foram surpreendidos quando uma noiva interrompeu seu casamento para tirar uma foto ao lado do goleiro Rubão. Segundo o goleiro a cena aconteceu, pois a moça nunca tinha visto um homem negro. Eles comentam ainda que o primeiro mês foi de muita festa, mas que com o passar do tempo à situação foi ficando ruim", comenta Oliveira.

Para o presidente da Fundação Cultural de Criciúma, Sérgio Zappelini, o time do Metropol foi um ícone para cidade de Criciúma e até mesmo para o Estado. "Foi o primeiro clube catarinense a se destacar como "o clube de Santa Catarina", já que pessoas de todas as partes do estado torciam pelo time. O clube elevou o nome da cidade de Criciúma para o Brasil e para o mundo", destaca Zappelini.

O material que lembra um pouco da história do time criado com o objetivo de abafar uma greve de mineiros e aproximar empregados e patrões através do esporte segue exposto até esta sexta-feira.

Colaboração: Milena dos Santos/Comunicação PMC

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