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Lembrando os heróis do passado

Tigre inaugura a sala de imprensa Clésio Búrigo

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Marcelo de Bona

Após realizar melhorias na estrutura física, o Criciúma Esporte Clube inaugurou na tarde desta sexta-feira a sua sala de imprensa. O espaço utilizado para as entrevistas coletivas no clube recebeu o nome de Clésio Búrigo, em homenagem ao cronista esportivo que dedicou a sua vida ao jornalismo, em especial ao Criciúma Esporte Clube.

Se estivesse vivo, Clésio Búrigo estaria com 74 anos. Nascido em 5 de setembro de 1939, filho de João e Hilda Búrigo, iniciou a sua carreira na Rádio Eldorado no final dos anos 50. Nos anos 60 trabalhou na Rádio Difusora de Criciúma, e Cultura de Joinville. Ainda teve uma passagem pela Rádio Bandeirantes de São Paulo. Na sequência retornou para a Rádio Eldorado, onde permaneceu por 36 anos. Clésio também marcou época na RCE TV na década de 80 e inicio dos anos 90.

Filho de Clésio, o também radialista Marco Búrigo, representou a mãe Solange Búrigo, a irmã Vanuza Búrigo e toda a família na cerimônia de inauguração. “É uma homenagem que emociona toda família. O meu pai militou muito tempo por aqui, foram 40 anos de jornalismo esportivo. Ele deixou um projeto que havia em São Paulo para continuar trabalhando na nossa região, e o clube reconhecer isso também nos toca muito. Além de radialista ele também era técnico de futsal, então viveu muito o futebol e o futsal da região”, destaca Marco Búrigo, que trabalha na Rádio Difusora de Içara.

“O Clésio marcou muito a história do rádio e mereceu a homenagem com essa sala. Ele era danado. Tinha uma coisa que eu não gostava, ele sempre cutucava quando o Criciúma não ganhava dos times grandes. Na época o Criciúma ainda era fraco, e a gente não tinha força para competir com os grandes”, lembra o presidente do Criciúma, Antenor Angeloni.

O repórter da Rádio Eldorado, Márcio Cardoso, teve a oportunidade de trabalhar com Clésio Búrigo por 16 anos e lembra com saudosismo do seu colega de microfone. “O Clésio foi o maior radialista esportivo de Santa Catarina. Um homem sério, de opinião forte. Entrei para o rádio em 1980 pelas mãos do Clésio Búrigo e do João Sônego. Quando se fala em seriedade, honestidade, independente de ser contra ou a favor do time que você simpatize, quando se fala em jornalismo esportivo sério, com isenção, se fala em Clésio Búrigo”, pontua Cardoso.

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