Centro Cultural
Licitação abortada e nova solução a caminho
Por Redação Engeplus
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Município de Criciúma e União foram condenados, no final de março, a iniciar obras emergenciais de reformas do Centro Cultural Jorge Zanatta em 60 dias. A prefeitura publicou, na última quinta-feira, edital abrindo a contratação de uma empresa para os serviços, mas o cancelou no dia seguinte.
“Ocorre que apareceu uma nova forma de financiar esta obra”, justificou a secretária de Infraestrutura, Kátia Smielevski. O município faria a intervenção, avaliada em R$ 1,2 milhão, às suas custas. “Para tanto, buscávamos no edital uma empresa que aceitasse fazer o serviço em 18 meses e receber em 30 meses. Era a nossa condição”, observou a secretária, ponderando a dificuldade em conseguir um parceiro em tais condições.
A nova alternativa foi negociada pelo prefeito Clésio Salvaro com representantes de um financiador a fundo perdido. “Não podemos divulgar ainda de quem se trata, pois há alguns trâmites. Mas podemos dizer que está muito bem encaminhado”, informou Kátia. Técnicos da secretaria finalizam detalhes no projeto de captação de recursos a ser entregue ainda nesta semana aos possíveis financiadores.

Ainda sem previsão para começar, “mas com agilidade à vista pelo perfil do financiamento que está se buscando”, adiantou a secretária, a obra no casarão da rua Coronel Pedro Benedet não será das mais simples. “Não se trata de uma reforma, mas uma restauração”, comentou.
O prédio tem 1,5 mil metros quadrados e sua cobertura apresenta-se quase que totalmente comprometida. “Teremos que ver a condição de cada telha, se poderá ser aproveitada ou não, cada madeira também, pois a reposição deve ser feita com materiais similares”, explicou. As esquadrias serão removidas e os marcos repostos, e haverá o reaproveitamento de janelas e portas, além de novas instalações hidráulicas, rede elétrica, preventivos de incêndio, pisos e forro.
A Fundação Cultural de Criciúma deixou a antiga sede em agosto de 2013, pois na época o prédio já apresentava sérios problemas estruturais. Vários movimentos pelas reformas e a favor da valorização da cultura vinham mantendo acesa a pauta nos últimos meses.



