Lojistas decidem
Lojistas decidem não abrir comércio neste sábado à tarde
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Uma reunião com a participação de mais de 30 lojistas do Centro de Criciúma definiu pela não abertura do comércio neste sábado à tarde. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) havia estipulado em calendário a abertura do comércio como sábado Mais, neste dia 17, mas para os comerciantes esta data não é viável. O que intriga os proprietários de lojas é que a CDL divulgou o calendário, informou que foi definido por votação, porém, boa parte do comércio não participou da decisão.
De acordo com o proprietário de loja, Célio Martignago, o objetivo da CDL é que o comércio seja aberto mais de um final de semana por mês o dia todo. “Só que 80% dos lojistas não aceitam esta decisão. Em alguns meses, próximo as datas comemorativas nós concordamos, mas em outros finais de semana não é viável e nos geram custos”, salientou.
Ficou acordado na reunião que os proprietários fecharão as portas às 13 horas e que se organizarão para se filiarem ao Sindilojas. Segundo Martignago, mais de 15 pessoas já entregaram o formulário no sindicato patronal, no entanto foram ignorados. “Vamos entrar com o pedido coletivo para ver se somos ouvidos. O que parece é que não desejam a nossa presença nas reuniões. Enquanto nós queremos participar das decisões de salários e de horários do comércio”, argumentou.
No próximo mês os proprietários concordam em abrir o comércio em dois finais de semana. Isso por conta da Páscoa. “Em dezembro faltava profissionais para trabalhar. As pessoas não querem trabalhar aos sábados à tarde, não temos como ampliar o horário das lojas durante o ano”, acrescentou.
O proprietário da loja Marzan, Gilberto Martignago, disse que a CDL não tem trabalhado com os lojistas. “Havia um terreno a venda no Centro, mas eles não articulam com as pessoas para adquirir e fazer um estacionamento vertical, por exemplo. Isso chama cliente, só que eles não estão nos ajudando”, pontuou. Célio salienta que o desejo de todos é serem vistos como lojistas e frutos da terra, e não ignorados.



