Justiça

Mãe acusada de matar filha em Balneário Gaivota tem prisão preventiva decretada

Decisão judicial

Investigada passou por audiência de custódia e realizará exame de insanidade mental

Por Lucas Renan Domingos12 de setembro de 2025 2 min de leitura
TJSC/Divulgação

A Justiça autorizou a prisão preventiva da mulher de 42 anos suspeita de matar a filha de 2 anos em Balneário Gaivota. A investigada passou por audiência de custódia nesta sexta-feira, dia 12, e o pedido da Polícia Civil para a conversão da prisão em flagrante foi acatado. Dessa forma, ela permanecerá detida enquanto andam as investigações e o processo judicial.

“A conversão da prisão em flagrante em preventiva se justifica pela extrema gravidade do fato, que resultou na morte violenta de uma criança, com indícios de autoria atribuídos à própria genitora, conforme relatos de testemunhas e evidências materiais encontradas no local”, diz trecho da decisão judicial que foi tornada pública pelo delegado Jorge Ghiraldo, responsável pelo auto de prisão em flagrante.

O Poder Judiciário também acolheu a solicitação da Polícia Civil para a mulher realizar exame de insanidade mental. “A investigada apresenta histórico de transtornos psicológicos não tratados, com episódios de desorientação e comportamento incompatível com a realidade, inclusive durante a abordagem policial, o que demonstra risco concreto à ordem pública e à integridade de terceiros, especialmente dos demais filhos. A manutenção da liberdade da conduzida representa potencial ameaça à instrução processual, diante da instabilidade emocional observada”, diz a decisão.

Relembre o caso

A bebê, de dois anos, foi esfaqueada no pescoço. No momento da prisão, a mulher, de 42 anos, disse que colocou comida na mesa para a vítima e deixou a menina sentada e se alimentando. Após, foi servir a outra filha, que é uma pessoa com deficiência. A partir desse momento, a investigada afirmou que não lembra o que aconteceu e recorda somente de chamar o marido para socorrer a filha esfaqueada.

A PM informou que a mãe estava com sangue nas mãos e nos pés quando foi detida. Ela não possui passagens policiais. O pai e o tio da menina ainda tentaram prestar socorro, mas ela não resistiu e morreu. Em estado de choque, o pai da bebê e o irmão precisaram de atendimento médico.

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