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Mais de 14% das crianças possuem TDAH, diz neuropediatra

Informação é do neuropediatra Jaime Lin, que ministrou palestra na Jornada Científica de Medicina na Unesc

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Milena Nandi

Na década de 1990, 0,8% das crianças eram diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Já entre os anos de 2008 e 2009, a porcentagem aumentou para 14,7%. A informação é do médico neuropediatra Jaime Lin, que realizou conferência TDAH e o Médico da Atenção Básica, na abertura da 9ª Jornada Científica do Curso de Medicina, na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma.

Segundo o neuropediatra, cerca de 50% das crianças diagnosticadas com TDAH vão continuar tendo os sintomas na vida adulta. E apesar da maioria das pessoas pensarem que o transtorno acomete mais meninos, não há uma disparidade entre os sexos, salienta o médico. Ele explica que há três tipos de TDAH: onde há o predomínio da desatenção (manifestado mais em meninas), o que há o predomínio da impulsividade e hiperatividade (mais em crianças do sexo masculino) e o que mescla os dois fatores. “Como no subtipo em que há predomínio da impulsividade a criança não para, e no subtipo em que há desatenção ela fica mais quieta e pensativa, é mais comum que os pais procurem um médico no caso em que filho não fica quieto. Por isso a impressão que o TDAH se manifesta mais em meninos”, explicou.

Ele afirmou que é preciso que tanto a família quanto a escola observe o comportamento da criança. Isso porque uma pessoa com TDAH apresenta o mesmo comportamento em todos os ambientes e caso manifeste sintomas como distração ou hiperatividade em apenas um local, pode haver algum outro problema, que não seja necessariamente TDAH. “Se a criança é quieta e desatenta apenas na escola, pode estar sofrendo bulliyng, por exemplo”, exemplifica.

Após a conferência de Lin (Unifesp/Unisul), o professor de Ginecologia e Obstetrícia do curso de Medicina da UFSC, Edison Fedrizzi, realizou a conferência Atualidades em HPV. A Jornada segue até sexta-feir, e neste ano, a saúde materno-infantil é o tema do evento, direcionado tanto para médicos e estudantes de Medicina quanto para profissionais da área da saúde. A Jornada Científica é organizada pelo curso de Medicina da Universidade, com o apoio da Unidade Acadêmica de Ciências da Saúde (UNA SAU), das Ligas Acadêmicas de Pediatria e de Ginecologia e Obstetrícia e do Centro Acadêmico.

Colaboração: Milena Nandi/Comunicação Unesc

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