Ganeses
Mais de 60 ganeses aportam em Criciúma
Alguns estão na Casa de Passagem de Criciúma. Outros em uma residência no bairro Pinheirinho
Por Redação Engeplus
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Atualização de matéria às 11h50min / Uma situação chama a atenção da Secretaria de Assistência Social de Criciúma. Uma denúncia confirmou a migração de ganeses ao município. Nos últimos dias, cerca de 65 homens de Gana, país do continente africano, aportaram na maior cidade do Sul do Estado. Eles estavam em uma casa de aproximadamente 60 metros quadrados no bairro Pinheirinho. Através da denúncia, a secretaria esteve no local, confirmou a migração e encontrou uma condição desumana na residência. Diante da circunstância, aproximadamente 40 deles foram levados para a Casa de Passagem de Criciúma.
“O básico temos condições de oferecer, como a higienização, o acolhimento e a alimentação, mas não é o ideal. Vamos nos reunir nesta manhã na Prefeitura de Criciúma e convocar a participação de outros órgãos para acharmos uma solução para este problema”, explica a secretária de Assistência Social, Solange Barp.
Para a secretária, a situação precisa ser discutida com a Polícia Federal, pois é o órgão que pode regularizar a situação destes imigrantes na cidade. “Sem a regularização eles não podem fazer nada. Recebemos ligações de empresas de Blumenau, por exemplo, interessados em empregá-los, mas desde que eles estejam regulares no país”, explica. Segundo Solange, a regularização dos ganeses pode levar meses.
“O Estado sofre com uma carência de mão de obra, no entanto, a regularização pode levar semanas, sendo que alguns não poderão ser regularizados e terão que ser deportados. Agora, eles estão na Casa de Passagem, que está com sua capacidade máxima. Com a temperatura elevada, os moradores de rua não procuram o local constantemente, mas em dias de frio intenso a demanda é muito grande, ou seja, eles estão no local em caráter provisório”, explica.
Capacidade máxima na Casa de Passagem - Conforme a assistente social da Casa de Passagem de Criciúma, Sandra Regina da Silva, além dos ganeses, atualmente, oito pessoas estão abrigadas no local. São quatro mulheres e quatro homens. “Ontem, contamos 43 ganeses na casa. Improvisamos uma sala de lazer com colchões para que eles pudessem se alojar”, destaca. A Casa de Passagem tem capacidade para atender 26 pessoas, mas, na última noite, este número ultrapassou os 50.
Sandra estima mais de 150 homens de Gana na região, levando em consideração que nos últimos anos estes imigrantes já haviam desembarcado em Criciúma. “Alguns estão trabalhando em empresas de automação, na construção civil e em transportadoras, por exemplo”, comenta. Ainda de acordo com a assistente social, na cidade eles conseguem fazer a carteira de trabalho e o CPF, mediante um protocolo cedido pela Polícia Federal. “Na maioria dos casos, eles chegam com o passaporte e alguns documentos básicos. Poucos chegam sem nenhum documento”, frisa.
Em busca de trabalho - Os imigrantes relatam que vieram ao Brasil para trabalhar. Eles chegaram de avião em São Paulo e seguiram para Criciúma de ônibus. Segundo a secretária, especula-se que mais 40 ganeses se desloquem para a região. A faixa etária destes imigrantes compreende entre 25 e 40 anos de idade. “Eles sentem medo em falar em quem os trouxe para a região. Isso também será investigado”, frisa.



