Aeroporto Jaguaruna
Manifestação com mais de 450 pessoas é realizada na inauguração dos voos
Governador do Estado cancelou ato de inauguração e data passa despercebida em meio ao protesto no local
Por Redação Engeplus
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O dia que era para ser de festa e comemoração tomou um rumo diferente na inauguração de decolagem de voos comerciais do Aeroporto Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna. Isso porque o destaque não foi o início da operacionalização de voos do empreendimento, mas sim, as manifestações que ocorreram no local. O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que estaria no município, cancelou o ato oficial de inauguração. Sem nenhum cerimonial, a chegada e a partida dos voos passaram um pouco despercebidas em meio aos gritos de protesto.
Estiveram no aeroporto professores do Estado reforçando suas reivindicações em mais um ato de greve da categoria, além de membros da Central Única dos trabalhadores (CUT) protestando a lei que terceiriza a mão de obra no Brasil. De acordo com a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte/SC), Cintia dos Santos, dez ônibus lotados de professores se deslocaram para o aeroporto.
“Chegamos pela manhã e levamos marmita para almoçar e esperar a chegada do governador. Foram mais de 400 professores reivindicando melhorias. A intenção de ir para o aeroporto não foi impedir ou atrapalhar o trabalho no local. Nosso propósito foi chamar a atenção das autoridades. Estou confiante que isto nós conseguimos”, comentou Cintia.
Sobre a ausência do governador, Cintia destacou “É um absurdo. Ele não quer encarar a categoria e está dando desculpas. Pois, há pouco tempo ele veio inaugurar três quilômetros de estrada. E o aeroporto, que é um projeto de anos, ele não veio”, complementou.
O coordenador da CUT, Edegar Generoso, também avaliou o movimento de forma positiva. “Queríamos chamar a atenção principalmente dos deputados, em especial de Edinho Bez, pois ele votou a favor da terceirização”, salientou. Cerca de 50 membros da CUT estiveram presentes.
Entre passageiros, manifestantes e visitantes, estiveram no local, aproximadamente, três mil pessoas, de acordo com o superintendente do empreendimento Walmir dos Santos. Sobre os protestos, ele diz que isto prejudicou a visibilidade do aeroporto e pode ter afastado possíveis investidores no local.
“Vivemos em um país democrático e respeitamos as manifestações pacíficas, mas acredito que este não era nem um bom momento, nem um bom lugar para tal. Hoje era um dia de festa e este tipo de movimento só prejudica a região”, diz. Os pais de dois jovens que foram buscar os filhos no aeroporto, também não gostaram da forma de protesto. “Este era o momento do aeroporto. Eles usaram um momento errado. Foi uma lástima este tumulto”, frisou a gerente comercial e mãe dos jovens, Sinara Antunes.



