Manifestação em Criciúma pede justiça após morte do cão Orelha; veja vídeos e fotos

Iniciativa foi organizada na manhã deste domingo, dia 1°

Manifestação em Criciúma pede justiça após morte do cão Orelha; veja vídeos e fotos
Foto: Patrick Stüpp/Portal Engeplus

Com registros fotográficos e cartazes, manifestantes foram às ruas em Criciúma e pediram justiça após o ato de crueldade com o cão Orelha, que aconteceu em Praia Brava, na Grande Florianópolis. A iniciativa, organizada pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, aconteceu na manhã deste domingo, dia 1°, no Parque Municipal Prefeito Altair Guidi.

Na mobilização estiveram presentes voluntários e apoiadores dos municípios de Criciúma, Treviso, Nova Veneza, Siderópolis e Cocal do Sul. Participaram voluntários, protetores independentes, organizações e também cidadãos sensibilizados com a causa animal. Conforme a analista de voluntariado do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Jossyelen Becher, mais de 50 pessoas foram à ação.

“Essa manifestação foi uma iniciativa pacífica para responsabilizar e pedir justiça contra as crueldades que estão acontecendo contra os animais. Mais de 50 pessoas participaram da ação na manhã de hoje, o que mostra a união da sociedade buscando erradicar as práticas cruéis contra os animais. Isso está também em consonância com as ações feitas pelo Fórum Animal, que busca erradicar a crueldade contra animais de todas as espécies” disse, em entrevista ao Portal Engeplus.

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Além do pedido de justiça pelo cão comunitário, o protesto também buscou reivindicar outras conquistas para a área de proteção animal. Para a reportagem, a analista de voluntariado explicou que o ato também foi realizado para mostrar o trabalho desenvolvido há 25 anos pelo Fórum Animal. “Deixamos um convite para o nosso voluntariado e para conhecerem nosso trabalho pelos animais”, afirmou. Os interessados podem se candidatar clicando aqui.

O estudante de Medicina Veterinária na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) em Criciúma, Robson da Silva, foi um dos participantes da ação no Parque Municipal Prefeito Altair Guidi na manhã de hoje. Em vídeo ao Portal Engeplus, o acadêmico informou que veio à manifestação para dar mais visibilidade e pedir justiça devido ao ato cruel praticado com o cão comunitário Orelha. Confira:

A diretora-técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Vânia Plaza Nunes, também espera que, as mobilizações diante a morte do cão Orelha, não sejam atos passageiros. Vânia tem a expectativa de que, atos como este que foram realizados na manhã de hoje em Criciúma, se tornem um ponto de virada para que a relação social se torne mais amorosa e integra a todas as formas de vida.

“Precisamos mudar nossa forma de tratar a vida de todos, sejam animais ou humanos. Uma violência negligenciada aos mais vulneráveis estão aumentando e atingindo cada vez mais pessoas. Ela não pode ser normalizada. Precisamos mudar e falar muito sobre isso, principalmente sobre a necessidade de formar pessoas, caráter, valores para pais, filhos e toda sociedade”, frisou à diretora-técnica.

Fotos: Patrick Stüpp/Portal Engeplus

O que se sabe até o momento?

Orelha foi vítima do crime de maus-tratos contra animais. O cachorro foi brutalmente atacado por quatro adolescentes entre a madrugada dos dias 3 e 4 de janeiro. O cão chegou a ser socorrido e levado para atendimento veterinário, entretanto, acabou sendo submetido à eutanásia.

O caso ganhou repercussão nacional e até internacional. Na última segunda-feira, foram cumpridos mandados nos endereços onde moram os adolescentes suspeitos e também nas casas de seus responsáveis legais. Buscas também foram feitas na residência de adultos investigados por suposta coação relacionada ao andamento do processo.

Conforme as investigações, três homens, sendo dois empresários e um advogado, por suspeita de coagir uma testemunha no processo do caso do cão Orelha. Os indiciados são dois pais e um tio dos adolescentes, que já foram identificados.

Nesse sábado, dia 31, a Polícia Civil informou, inclusive, que ouviu mais um dos adolescentes que faltavam no âmbito do inquérito policial. Já o outro envolvido será ouvido em breve. Os policiais civis também informaram que não foram encontrados indícios de o crime ter sido praticado motivado por grupos criminosos que usam rede social para promover desafios criminosos para adolescentes.

Além disso, a Polícia Civil também destacou que um dos adolescentes que teve a imagem divulgada como suspeito na participação da agressão, passou a ser testemunha. Ele virou testemunha, já que não aparece nas imagens analisadas pela equipe de investigação. A família também apresentou novas provas de que ele não estava em Praia Brava no período atinente às demais ocorrências em apuração.

“A Polícia Civil destaca ainda que segue com o trabalho de apuração de ato infracional envolvendo adolescentes suspeitos de maus-tratos, além de outros delitos. A investigação está em andamento e qualquer divulgação indevida de informações pode prejudicar o trabalho da Polícia Civil. Assim que novas informações puderem ser divulgadas, iremos mandar nova nota”, frisou órgão de segurança.

Confira abaixo os vídeos da manifestação:

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