Criciúma
Mão de obra carcerária traz benefícios para empresas
Fórum será realizado no dia 30, tem o propósito de levar informações para empresários
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Na próxima segunda-feira, dia 30, será realizado em Criciúma, o 1º Fórum sobre Trabalho Carcerário. O evento ocorre no auditório da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), às 19h30, com entrada gratuita e tem como público alvo, empresários, advogados e contadores.
O objetivo do Fórum é levar aos empresários o serviço oferecido pela população carcerária. Muitas empresas de grande e pequeno porte não sabem que existe a possibilidade de usufruir da mão de obra que existe e é oferecida pelas unidades prisionais da cidade, segundo o advogado Dr. Marco Zappelini, que é presidente da Comissão de Assuntos Prisionais da OAB/SC Subseção de Criciúma.
"É um benefício para a empresa esse contrato de prestação de serviço aonde é isento de algumas taxas, de alguns reflexos trabalhistas e muitas empresas não sabem que existe essa demanda e que podem recorrer a isso. O contrato é isento de vínculos com a empresa", afirmou.
Estimasse que em torno de 200 presos estão trabalhando na região, mas a intenção é ampliar, já que, existe uma população de aproximadamente 1.500 presos e que podem de alguma forma serem aproveitados explica o advogado. " Temos duas penitenciárias, a feminina e a masculina e o Presídio Regional de Criciúma. Temos mão de obra suficiente para atender uns 300 postos de emprego", explicou.
Além de ser um beneficio para a empresa, é também um retorno social. "A comissão se preocupa com a ressocialização dos presos porque eles tem um reflexo social importante. O preso sai do sistema com um conhecimento técnico e profissionalizante, por isso ele já sai com uma boa perspectiva para a inserção no mercado de trabalho", afirma a advogada e membro da Comissão de Assuntos Prisionais da OAB Neura Maria Costa que complementou que o preso que trabalha recebe em torno de um salário mínimo.
A OAB e o Fórum
A OAB além de suas funções de órgão de classe desempenha um trabalho social. "Nós identificamos que existe essa mão de obra e existe essa falta de comunicação de como adquirir isso", explicou o advogado Dr. Marco Zappelini. Segundo ele, o interesse da OAB é dar conhecimento a sociedade, de que existe esse sistema que é interessante para a sociedade. " Se um detento fugir, não é responsabilidade do empresário e é importante deixar isso claro para ele, por exemplo", finalizou.



