Engeplus
Educação

Merenda escolar

Merenda escolar fiscalizada

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Fotos: Divulgação

Uma ação desenvolvida pela vereadora Tati Teixeira traz à tona para reflexão a qualidade da merenda escolar em Criciúma. Nos últimos dias ela esteve nas escolas municipais para o repasse de instruções a alunos, pais e professores sobre os alimentos servidos nas instituições. Cerca de 80% das escolas já foram visitadas. “Estamos conscientizando sobre como a merenda deve ser constituída e já tivemos uma resposta muito boa”, considera a vereadora.

Em uma das escolas, enquanto explicava que alunos com diabetes, doença celíaca e intolerância a lactose têm de ter um cardápio diferenciado, ela teve uma surpresa. “Eu falava sobre os efeitos da intolerância a lactose e um menino disse que sentia aquilo, mas a família não sabia o que era, por isso não explicou na matrícula. O nome dele foi encaminhado para exames e o cardápio dele será diferenciado a partir de agora”, explica Tati. “Só esse caso já fez valer a pena todo o esforço do projeto”, completa.

Ao final da ação, o que deve acontecer nesta sexta-feira, um relatório será montado e entregue à Secretaria do Sistema de Educação de Criciúma. “Desde que o Centro de Processamento foi montado a qualidade da merenda em Criciúma melhorou bastante, mas é necessário que o esforço seja contínuo”, salienta. “Ouvir os relatos das crianças é bastante importante, até porque são elas que se alimentam diariamente com a merenda”.

A verba federal repassada aos municípios para a merenda escolar por aluno varia entre R$ 0,30 e R$ 0,90 em todo o país de acordo com Estado, região e classificação da população. “Algo que estamos ouvindo bastante é a frase do comercial do Governo Federal que diz que ‘aluno bem alimentado aprende mais’. É esse o espírito que deve impulsionar alunos, pais e professores para serem os fiscalizadores da merenda”, conclui Tati.

O que a legislação diz:

- Os alimentos devem ser constituídos prioritariamente por produtos semi-elaborados e “in natura”, sendo estes: carnes e ovos; frutas e hortaliças; pães, massas e biscoitos integrais; entre outros produtos.
- O cardápio deve ser assinado por nutricionista habilitado.
- O alimento nunca pode estar cru ou queimado;
- Os alunos que apresentam diabetes, doença celíaca, intolerância à lactose, entre outros, têm direito a um cardápio diferenciado. É necessário que o pai informe na matrícula a patologia;
- Produção, transporte e distribuição devem ser feitos por profissionais qualificados e em espaços limpos e higienizados;
- Um novo produto no cardápio deve ser previamente testado, passando pela aprovação dos alunos;
- É recomendada a aquisição de 30% dos produtos da merenda por meio da agricultura familiar.

Denúncias:

As denúncias sobre as merendas que não atendem às especificações da lei devem ser feitas ao Conselho Municipal de Alimentação Escolar no telefone (48) 3431-0065, na Ouvidoria da Câmara Municipal de Criciúma no telefone (48) 3431-2247 e diretamente no Ministério da Educação no 0800-61-6161.

Compartilhar:
Leia a seguirCurso de cozinheiro em Lauro Müller
Publicidade