Metalúrgicos
Metalúrgicos entram no segundo dia de greve
Sindicato Patronal afirma que valor proposto não será revisto
Por Redação Engeplus
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Cinco empresas estão com as atividades comprometidas em Criciúma e Içara por causa da greve dos metalúrgicos iniciada nessa quarta-feira. Nestas empresas, de acordo com o sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e Região (Sinmetal), a adesão é de 90%.
Segundo o presidente da categoria, Francisco Pedro dos Santos, os profissionais pedem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 6.22% mais 6% de aumento real, totalizando 12.22% de reajuste. No entanto, o Sindicato Patronal oferece aumento real de 7.5%.
“Este valor já foi rejeitado em assembleia. Estamos aguardando novas propostas e, caso isso não aconteça, paralisaremos as atividades em outras fábricas da região, como em Siderópolis e Cocal do Sul”, adianta Santos. O piso atual da categoria é R$ 1.125,90 e a data-base 1º de janeiro.
No ano passado, a categoria ficou em greve durante três dias. O sindicato representa 29 municípios entre Passo de Torres e Braço do Norte. As 30 maiores empresas de médio e grande porte se concentram nas cidades de Criciúma, Içara, Sangão, Forquilhinha, Morro da Fumaça e Urussanga. Na região, de acordo com o presidente do sindicato, são mais de dez mil metalúrgicos.
Proposta não será revista - De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Sul Catarinense (Sindimetal), Guido Búrigo, o reajuste proposto não será revisto. “A questão foi tratada em uma audiência de conciliação no Ministério do Trabalho e Emprego, mas não teve acordo. Agora, vamos aguardar o julgamento do dissídio coletivo, em Florianópolis”, afirma. Ainda segundo Búrigo, apenas duas empresas estão com os trabalhos comprometidos.



