Projeto
Metropol prepara a volta aos gramados em 2019
Por Redação Engeplus
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Na temporada em que completar 50 anos sem atividades no futebol profissional, em 2019, o Esporte Clube Metropol pode estar voltando aos gramados de Santa Catarina. É o que almeja o grupo que está trabalhando em um projeto de resgate do Metropol e que venceu mais uma etapa nesta terça-feira.
“Foi entregue pelos técnicos responsáveis o projeto de reforma do estádio João Estevão de Souza. Com ele vamos buscar a captação de R$ 200 mil junto ao governo do Estado para fazer as obras que a praça de esportes do Metropol precisa”, antecipa o desportista José Carlos China Vieira, que está participando do projeto capitaneado pelo presidente do clube, Keko Salvaro. “É um sonho”, resume o dirigente.

A Unesc foi parceira nas medições do terreno do estádio do Metropol e na montagem do projeto técnico. “Precisamos de arquibancadas novas, alambrados, vestiários, e já temos algum apoio político para buscar esses recursos”, sinaliza China. “Tem coisa boa vindo aí”, completa o presidente Salvaro.
A diretoria do Metropol já fez a consulta à Federação Catarinense de Futebol (FCF) e o clube não possui pendências. Reingressaria como um licenciado, o que de fato acontece desde o final de 1969 quando, logo após a conquista do quinto título estadual naquela temporada, o clube fechou as portas por decisão de seus proprietários, os empresários Diomício Freitas e Santos Guglielmi. Desde então, o Metropol esteve com sua camisa em algumas competições amadoras adultas e de categorias de base. “Conversamos com o presidente Rubens (Angelotti, da FCF) e ele vê com muita simpatia a volta do Metropol”, acentua China.

Outro fator importante é a garantia do direito do uso da marca Metropol. “Ela pertence à Associação de Moradores do bairro Metropol e a diretoria assegurou, recentemente, a renovação da marca por mais dez anos”, informa.
A volta ao profissional em 2019
O Metropol planeja começar em fevereiro do ano que vem as suas escolinhas. “Valorizando os garotos da região, de 13 a 17 anos, e montando uma base para então em 2019 entrar no profissional”, conta China. A atual base do clube está na disputa do torneio da Liga Urussanguense de Desportos (LUD) representando Treviso.
“E com bons resultados, na decisão de uma das categorias”, enaltece. “Não queremos fazer um time qualquer com o pires na mão, queremos explorar a marca Metropol e alavancar nossos talentos locais. Nosso projeto é diferente, é social”, enfatiza. Enquanto o sonho vai saindo do papel, o gramado do João Estevão de Souza, o antigo estádio Euvaldo Lodi onde o Metropol se consagrou nos anos 60, vai sendo cuidado pelo zelador voluntário Walter Sabiá e ali se sucedem jogos de veteranos e meninos que vestem a camisa verde e branca.

O que foi o Metropol
Fundado em 15 de novembro de 1945 o Metropol foi um time pobre, de resultados pouco expressivos em campo, até o final dos anos 50. Ali começou a grande arrancada. O clube então foi adquirido pelo Grupo Freitas e Guglielmi como o braço esportivo das carboníferas que empregavam milhares de trabalhadores. Abafar uma greve dos mineiros foi um dos fatores decisivos na decisão por apostar no futebol, o que surtiu efeito imediato.
A montagem do chamado “Metropol rico”, com grandes investimentos liderados pelo empresário Dite Freitas, filho de Diomício Freitas, fez surgir o primeiro time efetivamente profissional de Santa Catarina. Os resultados logo vieram, com a conquista de cinco títulos estaduais nos anos de 1960,61, 62, 67 e 69. Em 1962 o Metropol fez uma exitosa excursão pela Europa, com 13 vitórias, seis empates e quatro derrotas em 23 partidas.



