Mineiro relata
Mineiro relata pânico em galeria da mina G3
Por Redação Engeplus
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Um vento forte nos jogou contra a parede. Em pouco tempo a fumaça tomou conta do subsolo da mina. Sentimos um vácuo enorme, não ouvimos barulho.
O relato acima é do mineiro Nilvaldo de Souza, 29 anos, que estava no subsolo da mina G3, em Guatá, no momento do acidente. Ele foi um dos primeiros a sair do local e ajudou a retirar os feridos.
Outro operário, que prefere não ser identificado, também destacou o vácuo. Disse que não houve desmoronamento enquanto deixavam a galeria. “Ajudei a tirar quatro feridos. Mas não percebemos desmoronamento. Foi tudo muito rápido”, destacou o mineiro que trabalha há oito anos como operador de máquina na Carbonífera Catarinense. Os 27 operários entraram na galeria por volta da meia-noite de ontem.
O engenheiro de minas e segurança da carbonífera, Gerson Ribeiro de Souza Júnior descartou no início desta manhã a possibilidade de desmoronamento na mina. “Se houvesse algum desmoronamento não teria chance de sobreviventes”, analisa.
Dos 27 mineiros, sete saíram com ferimentos pelo corpo. E.B. foi encaminhado para o Hospital São João Batista, de Criciúma, em estado grave com suspeita de traumatismo craniano. Lorenir Hoffmann, 34 anos, e Genivaldo da Silva, 33 anos, continuam desaparecidos. Familiares acompanham os trabalhos das equipes de resgate.
Assim que a ventilação no local do acidente for restabelecida, segundo Capitão Aldrin, do Corpo de Bombeiros, a equipe de resgate vai avançar pelas galerias. “Estamos a um quilômetro do local do acidente. O trabalho é lento e pode haver risco de explosões”, assinala.
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