Greve
Mineiros avaliam propostas de empresas durante esta quinta-feira
Greve da categoria teve início à 0 hora
Por Redação Engeplus
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Desde a 0 hora desta quinta-feira, mineiros de Criciúma e região estão em greve, reivindicando aumentos reais nos salários. O presidente da Federação dos Mineiros, Genoir dos Santos, diz que a adesão foi grande durante as primeiras 12 horas de greve. Segundo ele, as negociações com o Siecesc foram esgotadas e, a partir de agora, o sindicato dos trabalhadores negocia diretamente com as empresas. Os empregados da Carbonífera Criciúma voltaram a trabalhar na manhã desta quinta-feira, após a empresa oferecer um reajuste geral de 10%.
A partir das 16 horas, representantes e demais trabalhadores entram em reunião para avaliar as propostas das empresas Belluno, Carbonífera Forquilhinha e Comin, de Urussanga. "Se eles entenderem que a proposta é satisfatória, voltarão a trabalhar em seguida. Agora estamos aguardando as propostas das demais empresas", ressalta Santos.
O advogado do Sindicato Indústria de Extração Carvão Estado Santa Catarina (Siecesc), Juliano Marto Nunes, alega que a discussão entre os sindicatos fica prejudicada por conta de uma decisão judicial que decretou que os adicionais de insalubridade e periculosidade não podem estar inclusos no salário dos trabalhadores da mineração, e devem ser pagos separadamente.
“A própria juíza que tomou esta decisão disse que a negociação ficou em desequilíbrio, por conta da retirada dessa cláusula. Toda a convenção precisará ser revista, e as partes vão precisar sentar e negociar tudo de novo. O impacto econômico para as empresas é muito grande, e inviabiliza o pagamento destes adicionais a partir de agora”, destaca o advogado.
Nunes explica ainda que o Siecesc recorrerá desta decisão. “Temos confiança de que diante do recurso a decisão será renovada. A partir do momento em que a discussão foi judicializada, só a própria Justiça poderá decidir sobre essa nova negociação”, diz o advogado.
O sindicato patronal pensa, ainda, em propôr o dissídio coletivo. “Esta é uma ação específica para casos como este, em que as partes não entram em consenso. Como os trabalhadores já estão em greve, vamos pedir o dissídio e aguardar manifestação do Poder Judiciário para definir a legalidade da paralisação. Uma proposta para os trabalhadores poderá existir, desde que o sindicato profissional aceite renovar a cláusula”, avalia Nunes.



