Mineiros do
Mineiros do Rio Maina avaliam autodissolução do sindicato
Por Redação Engeplus
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Um caso inédito de autodissolução de uma entidade sindical na região de Criciúma pode se concretizar no próximo dia 10, caso os mineiros do distrito de Rio Maina acatem orientação do Ministério Público do Trabalho. Na ação judicial, a extinção da entidade é recomendada por duplicidade na mesma base territorial, no caso o município de Criciúma.
O Sindicato dos Mineiros de Rio Maina foi criado no final de 1961, quando recebeu a carta sindical do então ministro do Trabalho, Franco Montoro, integrante do governo parlamentarista da época. Nesses 48 anos, sofreu inúmeros questionamentos na esfera política, sob alegação de ter sido criado para enfraquecer a organização da categoria.
Já na esfera judicial, esta é a primeira vez que a coexistência com o sindicato de Criciúma, fundado no final dos anos 40, é contestada. O sindicato reúne hoje cerca de 1.200 operários com atuação em Forquilhinha, mas o quadro social integra ainda mais de sete mil mineiros aposentados.
“Todos são atendidos pelos serviços que oferecemos nas áreas jurídica e da saúde, podem votar e ser eleitos”, explica o presidente Edinho do Nascimento, atual presidente da Câmara de Vereadores. “A única diferença entre associados ativos e inativos é que os aposentados não pagam mais mensalidade.”
O resultado da assembleia convocada para o período da manhã é previsível, antecipa o dirigente. “Acho improvável que os associados aprovem a autodissolução porque eles se sentem amparados pela nossa entidade. Além disso, há uma decisão judicial que favoreceu um sindicato dos comerciários na mesma situação num município catarinense.”



