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Mineração em morro é proibida por decreto

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Está oficialmente proibida a extração de pedra brita do Morro de Maracajá. A atividade mineradora, que se estendia há muitos anos, foi impedida por decreto assinado nesta quarta-feira pelo prefeito Arlindo Rocha (PSDB). “Além de agressiva ao meio ambiente, essa extração causou danos ao patrimônio público e particular”, justificou.

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Conforme o prefeito, o município vinha buscando formas de ser indenizado para reparar os prejuízos ocasionados pelo trânsito dos caminhões pesados das duas mineradoras que operavam no morro. “Nosso acesso norte era pavimentado, hoje virou uma estrada de chão por causa desse tráfego”, reclamou Rocha.

As empresas, juntas, geravam um retorno mensal de menos de R$ 10 mil aos cofres do município. “Maracajá vai crescer muito com a zona industrial que estamos criando às margens da BR-101 e a abertura da mineração de carvão. Empresa que quiser explorar nosso solo e arcar com os reparos da degradação poderá operar na cidade”, destacou o prefeito.

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As mineradoras condicionavam o custeio dos reparos ao trâmite de uma ação no Tribunal Regional Federal. “Essa demanda ainda está em primeiro grau, levaria muito tempo até lá, então resolvemos abreviar o problema”, enfatizou Rocha. A área do Morro de Maracajá era considerada espaço de preservação ambiental desde 1990 e o decreto agora assinado apenas regulamenta esta situação, abortando a atividade mineradora.

“Estamos de braços abertos ao desenvolvimento, geração de emprego e renda, mas qualquer um que causar dano ao outro ou à coletividade precisa reparar. Se houvessem mais cem anos de mineração naquele ritmo tudo o que arrecadarmos não seria suficiente nem para recompor nosso acesso norte”, concluiu.

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