Em R$ 50 milhões
Ministério Público do Trabalho processa JBS de Nova Veneza
Órgão alega que empresa submete empregados a situações de risco
Por Redação Engeplus
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A Procuradoria do Trabalho de Criciúma ajuizou, nesta semana, uma Ação Civil Pública contra a empresa JBS Alves, unidade de Nova Veneza, com pedido de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 50 milhões. Segundo o procurador do trabalho Luciano Leivas, a empresa submete os empregados a diversas irregularidades relativas ao ambiente de trabalho e à saúde e segurança dos trabalhadores.
Entre as irregularidades observadas estão o excesso de jornada de até 13h54min por dia, a não concessão de intervalo de 11 horas entre uma jornada e outra, a prorrogação de jornada em atividades insalubres, o ritmo extensivo de trabalho (fiscais constataram que os empregados realizavam entre 60 e 110 movimentos por minuto), e a ausência de proteção em máquinas e equipamentos.
O auditor fiscal do Trabalho Fábio Machado afirma, ainda, que na fábrica de farinha “os equipamentos que faziam o monitoramento da temperatura dos biodigestores não estavam funcionando adequadamente, os equipamentos eram muitos antigos e sem a devida manutenção, não atendendo a NR 12 com temperatura muito elevada, sem ventilação e exaustão”.
A empresa já foi autuada em outras oportunidades, e ainda assim deixou de instalar os sistemas de proteção e máquinas e equipamentos. "A omissão da JBS vem gerando constantes acidentes aos trabalhadores", relata Leivas.



