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Moacir, Gazzolla...

Moacir, Gazzolla... Acomodam-se as mesmas forças no Heriberto Hülse.

Por Redação Engeplus

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Passou a eleição. Moacir Fernandes, fortalecido, será novamente o fiel da balança do processo político do Criciúma. Nesta quinta-feira, poderá ser ele aclamado presidente do Conselho de Administração. Certamente, dará mais dinâmica ao cargo. Porém, dinâmica desde que haja divisão real de atribuições, como um colegiado deve funcionar. Vai para o lugar de Guido Búrigo. O futebol não muda na sua filosofia, afinal, Gustavo Gazzolla, prestigiadíssimo também, segue no comando. Édson Búrigo? Terá a missão de assumir como diretor-presidente tentando conquistar autonomia e espaço numa diretoria que já tem as suas estrelas.

Uma coisa é certa: não haverá mudanças profundas...

Quem esperava grandes transformações, não as verá. O projeto terá seqüência, e disso não poderão reclamar os dirigentes. O que vinha sendo feito até aqui poderá e deverá continuar. Três setores sairão fortalecidos: o amador (com Vilmar Guedes, Lesbon Aguiar e Mário Ribeiro), as finanças (Antônio Ronconi e Anselmo Freitas), e o marketing (com Jairton Manique Barreto). De resto, tudo como dantes...

As atrasadas definições do Tigre, dentro e fora de campo...

O processo político é importante em qualquer clube. Porém, o fato de ele ocorrer em momentos cruciais de montagem de time deve ser revisto. Não pode o Criciúma perder muito tempo nem sujeitar sua temporada seguinte a contratações apressadas e duvidosas por ficar o clube a mercê de disputas por vezes mais individuais que corporativas. Separar a estruturação da equipe da definição da diretoria é essencial.

O colombiano...

Tive a oportunidade, pela Rádio Eldorado, de conversar duas vezes com o Velásquez, o reforço internacional que negocia com o Criciúma. Me transmitiu uma boa impressão. Humilde, tranqüilo, porte físico de atleta mesmo... Mas há detalhes não tão empolgantes no seu currículo. Pelo terceiro pior time do Campeonato Colombiano, marcou 5 gols em mais de 30 jogos... E faz pouco tempo isso.

O empresário do colombiano...

É o típico negociante latino. O senhor Gonzalo Gonzales tem um espanhol impecável, um portunhol compreensível, foi cronista esportivo e abandonou o jornalismo para dedicar-se a empresariar. Ganha centenas de vezes mais dinheiro assim. Dizem que seu objetivo era colocar o Velásquez no Atlético Paranaense. Como não deu certo, bandeou-se para cá. Que o seu pupilo corresponda...

Peso, real, dólar...

Perguntei ao Gonzales em qual moeda quer receber o atacante, com o seguinte objetivo: conforme a resposta, saberíamos o nível da negociação. Afinal, não seria anormal se o negócio fosse feito em dólar, o jogador vem do exterior... O fato do Velásquez ganhar em real, num sentido figurado, significa que é uma negociação realmente no nível do aceitável no futebol brasileiro. Não há loucuras portanto.

Maurício: Criciúma ou Pelotas...

“O Maurício foi contratado pelo Brasil de Pelotas? Que alívio”. Ouvi isso de um fanático torcedor do Tigre. Não, ainda não. O time gaúcho o quer. Mas o Maurício quer ficar. Se ele entrar nos eixos, se dedicar, entrar em forma de verdade, valorizar essa como a sua profissão e refletir que o Criciúma é uma bela vitrine, é um reforço. Sim, porque se for assim, estará chegando um novo Maurício. Que será bem vindo!

As barcas que podem ser furadas ou não...

Uma barca pode estar vindo aí, trazendo a bordo quatro jogadores do Marcílio Dias. Muitas vezes, essas barcas vem lotadas de pouco promissores jogadores que empresários não tem onde colocar e usam de amizades e influências para encaixar. Mas já houve boas experiências também. Logo, os tripulantes da barca devem ser no mínimo observados por quem contrata. Senão, o risco é grande.

Porque não subir?

Estava eu em uma roda de amigos profundos conhecedores do Criciúma, ligados indireta e às vezes diretamente ao clube. É unanimidade que com menos de 1 milhão e meio de reais por mês não se consegue montar um time para continuar na Série A. Acredito então que daí deriva a convicção de alguns, que a Série B é melhor. Talvez no momento sim. Mas que se pense grande no futuro, senão, B pra sempre não dá...

O “loucão” Catarinão 2008...

Senhores, é preocupante a tabela do próximo Catarinão. A televisão é um ganho incrível, indiscutível. Mas a custo dela ter que submeter os times a datas das mais variadas, afugentando a cultura do futebol em um determinado dia, é algo inquietante. Notem: Criciúma quarta à noite em Itajaí, sábado à noite em Brusque, terça às 19h30 em casa, sexta à noite em Jaraguá... E por aí vai. Ufa.

Enquanto isso...

De parabéns o patrimônio do Tigre: placar e gramado novos em 2008...
Moacir Fernandes também de parabéns: comprovou capacidade eleitoral...
Outro parabéns: para a oposição, pelo sacrifício de questionar e expor-se...
Leandro Machado, cada dia mais preocupado com a falta de reforços...
Até a próxima!

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