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Momento da gestação para guardar na memória e nas fotografias

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos / Colaboração: Jussi Moraes / Decom Criciúma

Para muitas mulheres a gravidez é uma benção, já para outras a gestação se torna um momento de solidão, rejeição da família e, algumas vezes, até negação da mãe que carrega a criança no ventre. No grupo de gestantes do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), do bairro Vila Miguel, pode-se encontrar todos esses casos, pois todas elas vivem em situação de vulnerabilidade social. Para que a autoestima dessas mulheres sejam elevadas e que percebam que a partir de agora deixam de cuidar apenas de uma vida para ter responsabilidade por outra, elas tiveram um dia especial.

O cenário para o evento foi o sítio da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Lá, mais de 20 gestantes foram maquiadas, penteadas, vestidas e até pousaram para um book fotográfico. Conforme a psicóloga Chelbia Pavei, cada mulher tem direito a 50 fotos. Para a entrega dos books a ideia é agendar outro evento para o mês de julho. Camila Michels, de 20 anos, será uma das gestantes que já estará com a pequena vitória nos braços. Nesta quinta-feira (19), aos nove meses de gravidez, ela foi uma das primeiras a pousar para as fotos. “Se não fosse essa oportunidade do CRAS eu não teria condições de fazer um book”, relatou.

Camila enfrenta uma fase bem conturbada no início da vida adulta. A garota do Estado do Paraná veio morar em Criciúma, no bairro Vila Miguel, há cinco anos e está passando por esta experiência com a ajuda de Deus. “Eu moro sozinha, sou solteira, e não tenho o apoio de ninguém da família”, lamentou. Ela recorda que além dela, as outras mulheres do grupo também trataram o início da gravidez como um peso. “Agora já consigo me ver como mãe, mas confesso que no começo rejeitei este presente”, considerou Camila.

A jovem Ana Carla Cruz, de 21 anos, está de oito meses e hoje lida com alegria o período que vive. Ana aguarda a chegada do menino João Paulo, mas a espera também está sendo solitária. “Eu até vejo o pai da criança às vezes, mas ele tem 18 anos e não leva a sério, então prefiro enacarar sozinha”, pontuou. A jovem lembra que até os quatro meses pensou em fazer o aborto, mas com a ajuda do CRAS aceitou a realidade. “Eu me acho ainda um pouco criança para ter um bebê, mas já que veio não posso e nem vou tirar uma vida”, garantiu. Ela salienta que estar com as outras gestantes trouxe motivação para a sua vida, pois em casa não recebe o apoio das irmãs, com as quais mora.

A secretária do Sistema Social, Naiany Colombo Dias, destacou que este projeto é uma das ações do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). Este grupo surgiu há três meses em parceria com a secretaria do Sistema da Saúde. “O nosso coordenador do CRAS, Zolnei Vargas, está sempre em contato com a saúde para saber se elas estão fazendo o pré-natal e o que for necessário”, relatou Naiany. A secretária reforça que o projeto fortalece o vínculo familiar tão

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