Mobilidade
Morador compra areião e arruma estrada na Linha Anta
Rua sem pavimentação estava com de buracos e valos causados pela água da chuva
Por Redação Engeplus
3 min de leitura

Cansado dos problemas para passar pela rua Luizinho Guollo, em frente a Escola Municipal Ubaldina Rocha Ghedin, um morador do Loteamento Santa Isabel, na Linha Anta, em Criciúma, pela segunda vez neste ano, resolveu arrumar a estrada. De acordo o caminhoneiro Natal dos Santos Borges e morador da localidade a medida adotada por ele é uma forma de evitar problemas maiores a fim de dar uma resolução para o problema. "Não dava mais para andar, as crianças iriam quebrar as pernas na frente da escola uma hora dessas. Tava muito feio”, destaca.
Segundo Borges, é melhor tomar uma iniciativa do que depender da disponibilidade da equipe da prefeitura, que, conforme ele, raramente visita a comunidade. “Como a gente fica no limite dos municípios de Içara, Criciúma e Morro da Fumaça, ficamos dependendo da divisão dos serviços. Prefiro eu mesmo fazer do que ficar brigando sem ter uma resposta. Só conseguimos atendimento quando achamos a pessoa certa”, destaca.
O trecho não pavimentado, conforme o caminhoneiro, há sete meses já havia sido arrumado, quando ele, com dinheiro próprio comprou e espalhou duas caçambas de areião, entretanto, o serviço foi prejudicado com a passagem da patrola logo em seguida. “Soltou tudo. Ficou uns valos, a chuva levou tudo. Eles passam onde passa os ônibus e o resto fica”, comenta.
Para a diretora da entidade de ensino, Jucelia Gorete de Oliveira Pereira, a atitude do morador, que também é pai de um dos alunos da escola, é exemplar. “É difícil o atendimento aqui. Ele é muito preocupado com as crianças, está fazendo um trabalho que vai nos dar segurança. Estava complicado para o ônibus chegar aqui. É um ato de parceria imensa”, pontua.
Isabel Cristina Matias Borges, que é moradora da rua, mãe de aluno da escola e integrante da associação de moradores conta que já foram feitas várias solicitações de ajuda a Prefeitura de Criciúma, entretanto, o atendimento não acontece de forma eficiente para resolver os problemas. “A gente já foi lá levou ofício e nada. Eles vieram e arrumaram só onde o ônibus passa. Se parasse na frente da escola, uma roda do carro ficava no chão e a outra no ar, pois além dos buracos tinha um valo muito grande”, conta.
Cada caçamba de areião custou R$ 200 ao morador. O trabalho foi feito manualmente com um carrinho de mão e finalizado com a ajuda de um trator, operado por outro morador da comunidade que se solidarizou com a iniciativa.
Ainda não há projeto para a pavimentação do trecho, de acordo com o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana de Criciúma, André de Luca, no mês de agosto, a equipe de obras do município realizou um trabalho de drenagem no bairro e que dentro do próximos 15 dia será feito o patrolamento das ruas da localidade. "Não sei precisar se foi nessa rua em específico que foi feito o serviço, mas dentro das próximas duas semanas faremos um trabalho de nivelamento no trecho", comenta o secretário.



