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Morador de Criciúma está internado em UTI do MS; família questiona atendimento no Centro de Triagem

Homem de 45 anos está hospitalizado desde o dia 10 de junho

Por Rafaela Custódio

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Foto: Rafaela Custódio/Arquivo/Portal Engeplus

A família de Jesiel Nunes da Silva, de 45 anos, está apreensiva com a internação por Covid-19 do morador de Criciúma. Residente do bairro Vera Cruz, ele é caminhoneiro e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande (MS), desde o dia 10 de junho. Com mais de 80% do pulmão comprometido, seu estado de saúde é grave, segundo o boletim médico.

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O caminhoneiro se sentiu mal enquanto dirigia e foi atendido pela equipe da concessionária responsável pelo trecho que ele estava transitando. Os profissionais o encaminharam para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, depois, foi conduzido ao hospital.

Mas o que chama a atenção da família é que ele testou positivo para a Covid-19 no dia 31 de maio após realizar o teste no Centro de Triagem de Criciúma. Além dele, a esposa e as duas filhas, de 14 e 16 anos, também positivaram e se isolaram. Todavia, Silva continuou com sintomas, como febre e tosse mesmo após os dias de isolamento. Ele voltou a procurar o Centro de Triagem, porém o atendimento não foi o esperado.

"Ele foi o primeiro a apresentar sintomas. Ficamos em isolamento, porém, quando terminou o atestado médico, ele ainda estava com tosse e febre. Voltamos ao Centro de Triagem, mas o médico que o atendeu acabou informando que não daria mais dias de atestado e não realizou nenhum tipo de exame, apenas o mandou para casa e falou para continuar o tratamento com os antibióticos", explica a esposa Elisiana Eufrasio da Silva.

Elisiana conta que, por não ter mais atestado, o marido precisou retornar ao trabalho. "Ele carregou o caminhão e o destino seria Rondônia. Meu marido deixou Criciúma no dia 8 de junho e dois dias depois estava internado com problemas respiratórios. Sabe o que mais nos incomoda? Ele foi liberado para trabalhar com tosse e febre. Nenhum exame foi solicitado. Jessiel estava com temperatura de 37,6 graus, porém no Centro de Triagem falaram que ele não estava com febre", lembra.

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O último boletim do hospital apontou que o paciente "está em UTI Covid-19 em tratamento de síndrome respiratória aguda grave por Covid-19. Estado geral grave". O documento entregue à família ainda relata uma “piora infecciosa. Sem previsão de alta”.

"Quando descobrimos que ele estava internado, compramos passagem e eu e minha sogra viemos para o Mato Grosso do Sul. Aqui, estamos tendo gastos, precisei me afastar do meu trabalho. Tudo isso porque um médico não quis fazer um exame e o liberou para o trabalho", critica Elisiana. "Ele está com mais de 80% do pulmão comprometido, sendo que ainda pegou a estrada para trabalhar. Poderia estar em Criciúma, mas, infelizmente, não é o que está acontecendo", acrescenta.

Diretor técnico do Centro de Triagem rebate críticas

O diretor técnico do Centro de Triagem, Ronald Barroso, rebateu as críticas da família. “Ele não tinha queixa de febre ou tosse. Ele estava orientado, ou seja, qualquer problema era para procurar uma Unidade Básica de Saúde. O procedimento do médico foi correto e as informações estão no seu prontuário”, afirmou. “Clinicamente ele estava de alta médica e foi avisado que qualquer sinal poderia retornar”, finalizou.

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