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Mau cheiro

Moradores continuam reclamando de mau cheiro no bairro Santa Luzia

Casan iniciou novo método de tratamento nesta semana e garante que odor não é da estação de tratamento de esgoto

Por Redação Engeplus

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Foto: Daiana Carvalho

O incomodo relatado pelos moradores do bairro Santa Luzia, em Criciúma, por conta do mau cheiro na região continua. Muitos deles dizem que em determinados dias o cheiro fica mais intenso e em outros é mais ameno. O causador do problema na opinião dos moradores seria a estação de tratamento de esgoto da Casan, localizada no bairro às margens do pontilhão que dá acesso ao bairro Liri, em Içara.

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“É horrível quando eu passo por ali. Tenho que fechar as janelas do carro e mesmo assim o mau cheiro entra. Eles dizem que arrumam, mas o odor continua. Tem dias que dá para sentir daqui do centro do bairro”, relata o aposentado, José Porto, morador do bairro há 38 anos.

O problema de acordo com a comunidade se prolonga desde 2011, quando o serviço de tratamento foi implantado na região e desde então não foi resolvido com eficácia. “Eu como morador fico intrigado, não consigo admitir que se leve três anos para resolver uma situação de mau cheiro. É um descaso, o esgoto vem de uma parte da cidade para outra, onde os moradores que não produzem esse esgoto tem que ficar sofrendo”, desabafa o presidente da associação de moradores, Gelson de Souza.

Conforme o líder comunitário, os moradores estão no aguardo do resultado dos reparos realizados pela empresa responsável nos últimos dias. “A gente tem que lidar com toda situação, foi feito reparos e estamos aguardando que o mau cheiro diminua, ultimamente, ele não tem aparecido”, comenta de Souza.

O engenheiro e superintendente regional da Casan, Vilmar Tadeu Bonetti, nega que estação seja a única causadora do odor sentido no bairro e atribui a outros fatores a causa do mau cheiro. “No último fim de semana estivemos lá avaliando a situação e não tinha mau cheiro. Haviam pessoas espalhando esterco de galinha nas lavouras ali perto e os moradores associam com sendo da estação”, explica.

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Segundo o superintendente, a estação, inicialmente, apresentou problemas devido ao solo da região que contribuiu para a ocorrência de infiltrações, que eram agravadas pela contaminação do canal com ácido oriundo do resíduo de carvão depositado nas imediações, o qual contribuía para o mau cheiro. “Ela é feita para não ter infiltração, mas isso sempre acontece na rede por causa da infiltração ácida de carvão que vem da pirita”, esclarece.

Nova medida - Para liquidar as chances de ocorrer a propagação de mau cheiro nesta semana foi colocado em prática uma nova medida a base de agente químico. “O cheiro nada mais é do que a formação de gases, então vamos utilizar peróxido de oxigênio para impedir a formação de gases e instalar uma chaminé com filtro no Bairro da Juventude que levará os gases até uma altura em que se misture com o ar e não afete a região”, complementa.

De acordo com o presidente do bairro Santa Luzia, a comunidade suspeita que o mau cheiro não seja somente da estação e que possa ser de um ponto de reciclagem de lixo, localizada no bairro, ou de produtos ou resíduos colocados na lavoura. “Ouvi o comentário, eu não sei ao certo, não fui conferir. Vou aproveitar o fim de semana para verificar isso”, destaca da Souza.

A equipe da Casan está avaliando a possibilidade de implantar um mecanismo de monitoramento da emissão de gases da estação para comprovar a eficiência dos métodos aplicados. “É preciso contratar uma empresa para comprovar que a emissão de gases não está fora do normal”, finaliza Bonetti.

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