Moradores do
Moradores do bairro Cidade Alta, de Forquilhinha, pedem ajuda da prefeitura no caso das desapropriações
Prefeitura mediará encontro entre moradores e proprietária do terreno
Por Redação Engeplus
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A situação de desapropriação da área invadida do bairro Cidade Alta, em Forquilhinha, tem gerado discussões e manifestações por parte dos moradores. Na manhã desta sexta-feira, eles foram até a Prefeitura de Forquilhinha para pedir auxílio ao governo municipal na resolução do conflito. A empresa Nova Próspera pediu a reintegração de posse do terreno, e alguns moradores recorreram ao Poder Judiciário para continuar morando no local.
O prefeito Vanderlei Alexandre e o secretário de Habitação e Desenvolvimento Econômico, Rogério Dagostim, receberam cinco moradores – representantes do bairro – para discutir a situação. O governo municipal mediará um encontro na próxima semana entre os representantes da Associação de Moradores do bairro Cidade Alta e a empresa Nova Próspera (dona do terreno onde estão as residências a serem desapropriadas).
O vice-presidente da associação de moradores, Idelci Rampinelli, explica que as notificações foram entregues aos moradores e o prazo para que eles saiam do local é de 20 dias. “São mais de 150 famílias que ficaram na área. A parte invadida já teve desapropriações, e agora querem que as pessoas saiam da área consolidada também. Essas pessoas não tem para onde ir”, comentou Rampinelli.
O secretário Dagostim explica que a prefeitura fará um levantamento do número de famílias que estão no bairro, e na área a ser desapropriada. “Estamos tentando ajudar em um acordo entre as partes, porque quando as pessoas se mudaram para lá, o terreno era depósito de lixo, de pirita e outros resíduos. Agora que a área valorizou, a proprietária do terreno quer reavê-lo. Queremos que ela venda a área – novamente – aos moradores, mas pelo preço de antes de o terreno ser valorizado”, observou o secretário.
Marli Albino, moradora do bairro, espera que aconteça um acordo entre ambas as partes, para que o restante dos moradores não precisem deixar suas casas. “Nós gastamos para construir nossas casas, ou para comprar os lotes. Não queremos que eles quebrem tudo. Nós nos propomos a aceitar um acordo e pagar novamente, se for o caso. Tenho recibo de que comprei essa casa, mas pago o lote novamente”, protesta.



