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Moradores do bairro Mina Brasil protestam contra instalação de antena

Empresa terceirizada tentou começar o serviço nesta manhã, mas foi impedida pela população

Por Redação Engeplus

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Foto: Amanda Garcia Ludwig

Moradores do bairro Mina Brasil, de Criciúma, protestaram na manhã desta segunda-feira contra a instalação de uma antena de celular em um terreno do bairro. Funcionários de uma empresa terceirizada chegaram ao local por volta das 6h30min para iniciar os trabalhos (que podem demorar até 30 dias para serem concluídos), mas foram impedidos pela população, que trancou a rua e dificultou o acesso ao terreno.

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Um dos moradores do bairro, Airton Dias, explica que o terreno onde a antena será instalada fica muito próximo de uma casa, onde mora, inclusive, uma criança. “Não recebemos nenhuma notificação sobre essa instalação, e descobrimos por acaso. Pode trazer prejuízos à saúde dos moradores. Estamos monitorando e faremos uma ação para que o Poder Judiciário impeça a instalação”, afirma.


Dias comenta, ainda, que os moradores tentarão impedir a instalação até o dia 1 de janeiro, quando o novo Plano Diretor de Criciúma passa a valer. “Conforme o novo Plano Diretor, a instalação não pode ser feita em bairros considerados classe A, que são aqueles ligados diretamente à cidade. É o caso do Mina Brasil”, ressalta.


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Hevanclei Della Frasson, assessor jurídico do escritório Scarsanela Advocacia, responsável pela União das Associações de Bairros de Criciúma, explica que o próximo passo será pedir judicialmente que a antena não seja instalada, uma vez que as licenças conseguidas pela empresa de telefonia celular tem como base uma legislação que não está mais vigente. “A instalação é questionável, já que nem o estudo de impacto de vizinhança foi feito. Ninguém falou com os moradores”, explica.


A Polícia Militar (PM) de Criciúma esteve no local para controlar a situação e registrar um boletim de ocorrência de ambas as partes, tanto da empresa terceirizada, quanto dos moradores. A rua Maria de Sá Martinello está fechada desde as 7 horas desta segunda-feira, quando moradores colocaram carros e motocicletas nos cruzamentos para que a empresa não chegasse ao terreno.


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