Manifestação
Moradores do bairro Quarta Linha interditam BR-101
Manifestantes chamaram atenção para as enchentes das últimas semanas
Por Redação Engeplus
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Moradores do bairro Quarta Linha, de Criciúma, fizeram uma barricada no KM 390 da BR-101 ao meio-dia desta quinta-feira. A rodovia ficou interditada por uma hora. Houve formação de dois quilômetros de fila em ambos os sentidos da rodovia. O motivo do fechamento é em decorrência dos alagamentos na comunidade nas últimas semanas. Conforme o morador Jean Cezar de Almeida, o principal motivador das enchentes é duplicação da BR-101, onde um canal construído, que passa por baixo da rodovia, não consegue dar vazão a água. “O canal possui, em média, um metro de largura com dois de altura. Além disso, o canal está obstruído com galhos e sujeiras. Ou seja, a água chega até a BR-101 e volta para o bairro”, ressalta.
A comunidade registrou outras enchentes, mas, segundo os moradores, a chuva se estendia por uma semana. “É inadmissível que uma chuva com duas horas de duração inunde um bairro. Ontem, o bairro ficou alagado em 40 minutos de chuva”, destaca Almeida. Durante a manifestação, alguns motoristas tentaram ultrapassar a barricada, mas os moradores não deixaram seguir viagem
De acordo com a comunidade, até o momento, nenhuma autoridade foi ao local. As vítimas das enchentes procuram soluções com a prefeitura de Criciúma e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), mas quem apareceu no local foi a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Araranguá para orientar o trânsito e interromper a manifestação. Houve discussão e após 15 minutos da presença dos policiais a comunidade liberou a pista, totalizando uma hora de paralisação, o tempo estimulado inicialmente pelos moradores.
Jean juntou assinaturas da comunidade em um abaixo-assinado e levou no Ministério Público ao Promotor de Justiça, Luiz Fernando Góes Ulysséa. “O promotor abriu um inquérito para tentar identificar os responsáveis pelas enchentes das últimas semanas”, frisa Ameida. O trânsito foi liberado por volta das 13 horas. Após a liberação, como o trânsito estava retiro, o fluxo de veículos ficou lento no local. Segundo Almeida, as manifestações não irão parar. “Iremos fazer um pedido de fechamento ao Dnit, caso não tenhamos respostas, fecharemos mesmo assim”, adianta.



