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Criminalidade

Moradores do bairro Vila Floresta II convivem com furtos e arrombamentos

Loteamento Padre Pio tem sido alvo de ações criminosas

Por Thiago Hockmüller

4 min de leitura

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Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

Há pelo menos um ano moradores do Loteamento Padre Pio, no bairro Vila Floresta II em Criciúma, convivem com furtos e arrombamentos. Somente entre sexta-feira e domingo, dias 4 e 6, duas invasões a residências aconteceram no local, crimes que tem preocupado os moradores que pedem maior presença da Polícia Militar (PM), sobretudo no período noturno.

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Gustavo Alves Cipriano, 26 anos de idade, está morando há uma semana no loteamento. Na última sexta-feira, ele e a esposa foram acordados com barulho na parte interna do imóvel. De pronto, trancaram a porta do quarto e tentaram contato com a PM via 190, mas não tiveram êxito. A movimentação do casal espantou os dois criminosos, que já estavam prontos para furtar a televisão da sala.


Crimes são constantes no Loteamento Padre Pio. (Fotos: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus)

"Estávamos dormindo, eles pularam o muro usando uma escada e estouraram o miolo da fechadura. Foram furtar a televisão e bem na hora a minha esposa escutou. Tranquei a porta para não entrarem no quarto e disse que tinha acionado a polícia, então eles correram e não levaram nada. O pessoal do loteamento nos ajudou”, relata Cipriano.

Prejuízo

Como o loteamento ainda possui diversas casas em fase de construção, também há diversos furtos de materiais e fiação elétrica. Outro morador, que preferiu não se identificar, explica que teve prejuízo superior a R$ 2 mil quando criminosos furtaram a fiação elétrica do poste da casa, além do disjuntor. “Também quebraram luzes. Todos os vizinhos já tiveram fios roubados. Aqui deu R$ 2 mil de prejuízo, fora a correria de atraso de obra e pedir energia para os vizinhos. Gostaríamos que passasse uma viatura com mais frequência no loteamento”, afirma.

Após a ocorrência, o proprietário viu a necessidade de dormir na casa para proteger os materiais de construção durante a obra. Além do mais, já está orçando cerca elétrica e todo aparato de segurança para minimizar riscos. “O que mais aconteceu foram os fios dos postes. Depois começaram a colocar grades nos postes e dificultou pros meliantes roubarem. Com o pessoal vindo morar, estão entrando nas casas para roubar bens materiais. Já entraram entre seis a dez casas”, relata.

Diante do problema, os moradores estão providenciando a contratação de uma empresa de vigilância e monitoramento. Também estão se mobilizando para participarem da Rede de Vizinhos da Polícia Militar.

Estamos presos e os bandidos soltos. Temos que colocar cerca elétrica, alarme, muro alto. Compramos os lotes pela localidade e pelo batalhão (da Companhia de Patrulhamento Tático), mas os bandidos não se importam com o batalhão. De vez em quando passam viaturas da PM, mas não conseguem estar sempre aqui. Estamos organizando a Rede de Vizinhos e também providenciando a contratação de uma empresa de segurança.

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PM vai intensificar rondas

Enquanto os moradores se munem de ferramentas para amenizar os danos e evitar outros crimes no loteamento, a Polícia Militar também planeja intensificar ações ostensivas no bairro. Ao Portal Engeplus, o subcomandante do 9° Batalhão de Polícia Militar (9° BPM), major Rafael Mateus, explica que a PM já realiza operações contra furto de ocasião, crime cometido por usuários de drogas, e também receptação.

“Como a solicitação partiu da população, a PM vai aumentar a questão de rondas e operações na região. É sabido que muitos furtos de ocasião são praticados por usuários de drogas. Nossa orientação é sempre manter a casa com o portão fechado. Se sair, é importante ter alguém cuidando. Também participar da Rede de Vizinhos”, orienta.


PM orienta para a importância do registro de boletins de ocorrência. (Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus)

Outro importante passo é o registro do boletim de ocorrência (BO) em caso de crimes registrados. Como o crime de furto é um problema que atinge outros bairros da cidade, o número de boletins de ocorrências serve como dado estatístico para definir quais localidades necessitam de maior atenção.

“Nesse ano, tivemos o registro de cinco furtos na Vila Floresta. Se tiver mais, o pessoal tem que registrar. Trabalhamos com estatística, mas quando identificamos um problema, nós atuamos. Conforme dados da polícia, só teve cinco registros no bairro neste ano. De qualquer forma, atendendo solicitação da comunidade, serão efetuadas rondas e pedimos que façam registro do boletim de ocorrência. Todo sistema público trabalha com demanda e informação e o BO é importante para este levantamento”, argumenta.

Além do telefone 190, a PM também pode ser acionada via site e aplicativo PMSC Cidadão, onde é possível registrar boletim de ocorrência, realizar denúncia, consultar programas institucionais da Polícia Militar como Rede de Vizinhos e Rede de Segurança Escolar, além de pesquisar telefone e endereço das unidades da PM em Santa Catarina.

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