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Moradores fecham

Moradores fecham Rodovia Vante Rovaris

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos:Richard De Luca

Cerca de 20 moradores do bairro Santa Líbera, de Forquilhinha, fecharam a Rodovia Estadual Vante Rovaris durante cerca de uma hora pela manhã de hoje. A manifestação servia como protesto pela paralisação da obra de pavimentação da rodovia, que liga as cidades de Forquilhinha e Criciúma. Minutos após a comunidade trancar a via com carros, a empreiteira começou a trabalhar no local e os responsáveis prestaram esclarecimento aos moradores.

“Eu vinha conversando há tempo com a empresa e sabia que eles ficaram meses sem receber do Governo do Estado, mas também sabia que o dinheiro chegou na Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) há alguns dias e eles não começaram a trabalhar”, justifica o presidente da Associação de Moradores do Bairro Santa Líbera, Juarez de Oliveira, sobre o motivo do protesto. De acordo com ele, aproximadamente 460 famílias sofrem com a poeira da rodovia.

Uma destas famílias é a da dona de casa Gorete Nunes dos Santos, que reclama da poeira gerada a cada carro que passa. “A empresa só trabalha quando a gente se manifesta. Eles se comprometeram em terminar e se não terminarem nós vamos trancar o trânsito novamente”, avisa Gorete.

O secretário de Desenvolvimento Regional, Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, também esteve no local esclarecendo dúvidas dos moradores. “O Governo do Estado não repassou nenhuma verba de dezembro até agosto porque o Comitê Gestor estava analisando cada obra, mas o dinheiro está na conta da SDR há 20 dias e assim que a obra estiver pronta nós vamos pagar integralmente o valor à empreiteira”, explicou.

A licitação foi vencida pela empresa Esteio, por pouco mais de R$ 800 mil. Conforme o gerente da empreiteira, Carlos Henrique Fernandes, a obra já está 70% pronta. “Retornamos os trabalhos hoje. Vamos finalizar a base e depois fazer a capa asfáltica em 30 dias de trabalho”, comprometeu-se o gerente.

Quem espera que esta promessa seja cumprida é o aposentado de 62 anos Antônio Salvato, que há 11 anos mora na localidade. “Antes sofríamos com o pó da pirita, agora é com o das pedras e areia, que é pior que o do carvão”, lamenta Salvato.

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