Engeplus
Geral

Moradores não

Moradores não aceitam mudança do nome da rua Urussanga

Cerca de 90% dos moradores já assinaram o documento. Nome da rua foi alterado para rua Humberto Locks após projeto da Câmara de Vereadores de Criciúma

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Fotos: Amanda Garcia Ludwig

A tradicional rua Urussanga, na área central de Criciúma, teve seu nome alterado desde dezembro de 2012 para rua Humberto Locks. A maioria dos moradores, no entanto, não ficou satisfeita com a mudança. Alguns afirmam que não sabiam da mudança até março deste ano, quando foram buscar o carnê de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), e notaram que o nome da rua era outro.

A mudança aconteceu após um projeto de lei proposto pela vereadora Thatiane Teixeira e aprovado pela Câmara de Vereadores de Criciúma. Nilton Gaidzinski mora na rua Urussanga há 60 anos e sua esposa, Lea Gaidzinski, há 35 anos. Os dois explicam que a principal preocupação com a mudança não é o nome, mas sim os problemas que ela poderá trazer. “Muita gente assinou a lista passada em favor da mudança de nome acreditando que, na verdade, o que seria feito eram melhorias na rua. Agora teremos problemas com documentação, endereço de cartas, escrituras e muitos outros nesse sentido”, pontua Lea.

Um grupo se reuniu para distribuir aos demais moradores uma carta com todas as considerações sobre a troca de nome da rua. “Depois que a situação foi explicada a todos iniciamos um abaixo-assinado para que a rua volte a chamar-se Urussanga. O problema é que, para isso, precisará ser feito um novo projeto de lei, que deve ser aprovado pela Câmara”, observa Gaidzinski.

Maide Miller é uma das moradoras que decidiu assinar o documento contra a mudança. “O que mais nos chateou em todo o processo foi o fato de que nós não fomos avisados de nada. Descobrimos na hora de pegar o carnê do IPTU. Agora, neste novo abaixo-assinado, apenas proprietários de residências aqui da rua podem assinar. É uma assinatura por casa”, avisa.

A moradora Ângela Lapoli explica que a mudança foi uma surpresa para a maioria dos residentes, e explica que os procedimentos pelos quais os moradores terão que passar serão complicados. “Existe toda uma troca de documentação, e é um processo que demanda nosso tempo. É demorado para fazermos todas essas mudanças”, comenta.

A vereadora Thatiane Teixeira explica que resolveu iniciar o projeto de lei após receber a primeira lista de assinaturas. “O procedimento foi correto. Eu sempre tenho dito que se existe alguma irregularidade eu também quero saber. Nada foi comprovado até agora, então se as exigências dos moradores estiverem dentro da lei, não terá problema nenhum em ela voltar a se chamar Urussanga. Ficamos no aguardo e vamos acatar a decisão dos moradores”, pondera.

Como alguns moradores acreditam que tenham ocorrido irregularidades durante o processo, como a assinatura de crianças e pessoas que já morreram estarem no papel, Tathiane afirma que se ficar comprovado que houve alguma irregularidade no processo ela irá à tribuna da Câmara de Vereadores para anunciar um novo procedimento. “Eu serei a primeira a dizer que me senti enganada. Até agora nada foi provado, por isso acredito na transparência do processo”, ressalta.

O advogado Vinícius Alexandre Rezendes Fabrício da Silva orienta os moradores a não realizarem, por enquanto, mudanças em documentos. Segundo ele, como existe um processo que pode ser revertido, o mais prudente seria esperar pelo desfecho do caso. “Como eles estão tentando reverter a situação, não vale a pena iniciar mudanças em documentações. Isso seria trabalho dobrado, pois os procedimentos são demorados e têm custos. A melhor solução é esperar. O ideal é que a mudança seja feita apenas se necessário, como por exemplo no caso de transferência de imóveis”, pondera.

Compartilhar:
Leia a seguirCrianças engajadas na Páscoa solidária do Yázigi
Publicidade