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Moradores organizam protesto contra obra no Centro

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

A construção de um empreendimento residencial entre as ruas Barão do Rio Branco e Fiúza da Rocha, no Centro de Criciúma, segue rendendo debate. Depois de denúncia apresentada ao Ministério Público durante a semana visando a suspensão da obra, moradores e parceiros da causa que evocam crimes ambientais e desrespeito a normas reuniram-se neste sábado e definiram pela realização de um protesto na próxima terça-feira.

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“Vamos nos reunir na terça, às cinco e meia da tarde, em frente ao terreno para mostrar que a comunidade se preocupa com o impacto dessa obra”, confirma a bióloga Patrícia Figueiredo Corrêa, que vem colaborando com o grupo denunciante com o amparo técnico.

O flagrante da intervenção no terreno, com fotos e vídeos, gerou repercussão nos últimos dias. “Houve perda da biodiversidade do local, com vegetação arrancada, perda de animais e desestabilização do solo, já que é uma área atestada pela própria prefeitura como de inclinação de 30%”, observa Patrícia. Ela lembra que, além de toda a agressão ao ambiente, haverá um problema viário e urbano resultante da construção do prédio. “É que o solo ficará ainda mais impermeável, e se já há prédios vizinhos com garagens alagadas em dias de chuva, vai ficar ainda pior”, projeta.

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A bióloga e o grupo de manifestantes questionam, ainda, o papel exercido pela Fundação de Meio Ambiente de Criciúma (Famcri). “Na consulta prévia, a área só comportaria prédio de dois pavimentos, mas a construtora está erguendo um de onze pavimentos. Isso foi liberado pelo setor de planejamento da prefeitura contra as normas. São esses esclarecimentos que, a nosso pedido, o Ministério Público está pedindo”, detalha a bióloga.

A direção da construtora que está fazendo o investimento no local esteve presente, informalmente, na reunião com os moradores neste sábado. “Levantamos algumas questões mas ainda há muitas sem resposta. Notamos que a construtora não só continua a limpar o terreno depois da denúncia como acelerou seus trabalhos. Estamos pedindo o cancelamento da licença para esta obra”, conclui Patrícia.

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