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Moradores sofrem

Moradores sofrem com poeira, buracos e lodo

Eles fecharam ruas sem pavimentação nos loteamentos Fabio Silva e Joanita, em Criciúma, pois casas, carros e até a saúde é prejudicada pela situação

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

Moradores dos loteamentos Fabio Silva e Joanita, no bairro Milanese, em Criciúma, enfrentam problemas devido a falta de pavimentação nas ruas. Em dias com sol, excesso de poeira; em dias com chuva, muita lama. Esta é a situação vivida há cerca de 15 anos pelo morador Alexandre Claudino Borba, por exemplo. Além disso, ele também tem prejuízos com a casa onde reside, a qual está com diversas rachaduras.

"A casa treme toda durante a noite, basta passar o ônibus, um caminhão ou um carro com mais velocidade. Sem contar o risco para quem fica dentro de casa, pois a parede pode cair a qualquer momento. Quem vai arcar com isso?", questiona Borba. Ele mora na rua 1.459, a qual foi fechada na noite da última segunda-feira para o trânsito de veículos pelos próprios moradores, assim como a rua Tadeu Silvestre, via usada, inclusive, pelo ônibus que faz a linha Fabio Silva.

Há cerca de dois anos Maicon Bonetti mora na rua Tadeu Silvestre. Ele relata que sua casa também apresenta rachaduras. "O próprio ônibus passa em alta velocidade. Isso levanta muita poeira, faz a casa tremer. Alguns motoristas de veículos menores até respeitam e andam mais devagar, mas nem tem como acelerar mesmo, é buraco para todo lado", destaca Bonetti.

A falta de pavimentação nas ruas prejudica, além das casas, também os carros dos moradores. Fernando Delfino Vieira mora na rua 1.459 há dois anos e usa seu veículo diariamente nestas estradas. Cada ida à oficina mecânica significa prejuízo, pois em um único conserto ele já chegou a gastar R$ 1 mil. Inclusive, Vieira lembra: "Fiz uma solicitação de patrolamento na prefeitura de Criciúma em março de 2012, mas, até agora, nada foi feito".

Os moradores ainda pretendem fechar outra rua, a Lupicínio Rodrigues, onde reside Laurentino Bonetti. Ele mora na via há um ano e meio, e afirma que o maior problema é com a poeira. Laurentino diz que nem o caminhão pipa passa para molhar as estradas, "mas, mesmo que passasse, não resolveria nosso problema. Por isso, reivindicamos a pavimentação, mesmo que seja apenas com lajotas", ressalta o morador.

O problema inicia em uma via que faz parte do bairro São Luiz, a rua Pinheiro Machado, onde reside Muriel Fernandes da Silva, de 28 anos. Ela conta que não pode ter tapetes ou cortinas em casa, pois tudo fica cheio de pó. Justamente por causa da poeira constante, sua família tem doenças respiratórias, como rinite, e seu filho pequeno precisa fazer nebulização com frequência.

Silvia Cardoso é comerciante e moradora da mesma rua há 15 anos e sempre enfrentou o problema referente à falta de pavimentação. "Entre a poeira e o lodo, até prefiro o lodo, pois a gente consegue limpar e controlar. Tenho um estabelecimento e as prateleiras estão sempre cheias de pó, é ruim para os clientes, não dou conta de limpar", desabafa Silvia.

O que diz a prefeitura de Criciúma - O secretário de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana da prefeitura de Criciúma, José Sérgio Búrigo, afirma que a pavimentação das ruas dos loteamentos Fabio Silva e Joanita está inserida no Programa Pavitotal. No entanto, ele lembra que existe uma programação a ser atendida até chegar a vez destas vias. Búrigo garante que a Secretaria já está discutindo e planejando a recuperação das referidas estradas, através do patrolamento, mas que ainda não é possível estipular um prazo para que o trabalho seja feito.

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