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Moradores tentarão

Moradores tentarão comprar terreno da antiga CBCA que vai à leilão

Por Redação Engeplus

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Acontece nos próximos dias 15 e 29 de junho o leilão da massa de terra falida que pertence à antiga Companhia Brasileira Carbonífera de Araranguá (CBCA). No local, residem cerca de 150 famílias, todas de forma irregular. Preocupados com a aproximação do leilão, os moradores estão juntando recursos para comprar o terreno.

"A área toda custa mais de R$ 390 mil, mas se ninguém comprar no primeiro leilão, o que é bem provável que aconteça, o valor diminui pela metade, por isso as famílias estão esperançosas em conseguir fazer a compra", avalia o presidente da União das Associações de Bairros de Criciúma (UABC), Edson Luiz do Nascimento. A maior preocupação é porque, caso o terreno seja vendido para alguma empresa, as famílias correm o risco de ser despejadas.

Outro impasse envolvendo o terreno é a forma como ele está dividido, pois uma parte das terras está localizada no bairro Mina do Toco, que pertence a Criciúma, e outra parte pertence ao município de Siderópolis, pois está localizada no bairro Montenegro. Em virtude disso, estiveram reunidos na manhã de ontem o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, o prefeito de Siderópolis, Douglas Warmling e, ainda, os presidentes das Câmaras de Vereadores dos dois municípios, Antônio Manoel e Maicon Aléssio, respectivamente.

No encontro foi discutida uma possível anexação de terra por parte de Criciúma. "A proposta é anexar a comunidade de Montenegro ao município de Criciúma, mas para isso é importante que haja acordo entre as duas cidades e suas respectivas Câmaras de Vereadores, pois é preciso que o Poder Legislativo autorize este tipo de mudança", explica Salvaro.

Já o prefeito Warmling afirma que, caso os moradores consigam comprar o terreno no leilão, esta questão não precisará mais ser discutida pelos governos dos dois municípios. "Será encaminhado um expediente para as Câmaras a fim de avaliar se os vereadores concordam com a anexação de terra, mas não se trata de um processo rápido, portanto, pelo menos nesse primeiro momento, precisamos aguardar a tentativa das famílias em adquirir a terra no leilão", explica.

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